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Mar 13
publicado por Sofá Rouge, às 17:35link do post | comentar

Sei que não sou eu quem agarra o tempo no relógio da parede. Nem és tu. Corremos atrás de ponteiros que bailam sem música, num cadafalso de contrastes brancos. Com sombras, em segundos que galopeiam sem horizonte, ouvem-se os tique-taques do tempo, que assobia por nós.

 

Nascem botas velhas naquela fronteira. Têm solas gastas e cordões ímpares. Já não se atam. Nem há mais tempo.

 

Só tique-taques.

 

Tique-taques de nós.


Maravilhoso texto sobre o tempo, um recurso que desperdiçamos... ao lê-lo, quase oiço o tique-taque que me diz... vai aproveita a vida... aproveita-a até teres buracos nas solas. Vir até aqui é sem dúvida um tempo bem aproveitado. Parabéns pelo bem que escreve.
Anónimo a 25 de Março de 2013 às 12:03

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