30
Jun 11
publicado por Sofá Rouge, às 22:52link do post | comentar | ver comentários (4)

Custa-me custar-te que me custe.

tags:

publicado por Sofá Rouge, às 15:37link do post | comentar | ver comentários (3)
Hoje fiz a barba numa zona muito localizada, mesmo por baixo do queixo, porque os pêlos estavam a crescer, podiam ficar encravados e podiam dar pro torto.
Depois ficava despenteado no queixo.
Assim, tenho uma careca à Abade, mas no maxilar.
tags:

publicado por Sofá Rouge, às 15:27link do post | comentar | ver comentários (2)
- Acho que tenho alguns dedos em cada mão que servem para muito mais do que apenas fazer companhia aos outros...
tags:

publicado por Sofá Rouge, às 15:20link do post | comentar | ver comentários (2)
- O gajo do "pesadelo" deve ser doente.
- Achas? Porquê?
- Então, onde já se viu um teatro com cortinas remendadas! E tochas de Querosene! Aquilo ardia tudo!
- Pois... e nem devia ter casas-de-banho.
tags:

publicado por Sofá Rouge, às 14:13link do post | comentar | ver comentários (7)
- Antigamente tinha muitas vezes um pesadelo horrível. Era mais ou menos assim:
«Era um teatro antigo e escuro. Enorme. Cheio de cadeiras antigas mas confortáveis. Penso que eram vermelhas, aveludadas. A plateia estava cheia e os balcões, no primeiro andar, circulavam a sala oval, igualmente cheios. Todos estavam trajados a rigor. Homens de fato escuro e gravata e as mulheres com sóbrios vestidos compridos.
A ladear as cadeiras, havia uns degraus que desciam com a sala. Um corredor de escadas de cada lado da sala, apertando a curva em direcção ao palco ligeiramente acima da primeira fila. Em cada um dos degraus havia velas acesas. Círios. Era a única iluminação que havia, tirando umas tochas de querosene espalhadas uniformemente pelo palco, à frente.
As cortinas eram vermelhas e aparentemente gastas pelo tempo. Notavam-se alguns remendos feitos à pressa mas que não destoavam do resto da decoração. A sala parecia toda ela remendada. Era bonita, ou melhor, aparentava ter tido tempos áureos muito lá para trás. Hoje em dia, era simplesmente sinistra.
Poderia tentar descrever o tecto, mas no sonho não me recordo de o ter visto. Devia ter um lustro qualquer a pender de cima, mas nem iluminado estava. Talvez ainda fosse de velas.
Ouvia-se o burburinho dos presentes que esperavam ansiosamente o começo do espectáculo. A maioria sabia ao que ia. Eu não. Apenas me recordo de lá estar. No meio da sala. Sem companhia. Devia ser o único desacompanhado. Todos os outros estavam de braço dado à companheira, enquanto trocavam esguios olhares com outras fileiras. Ninguém se apercebia, ou então faziam de conta...
Os sussurros foram diminuindo até quase não se ouvir absolutamente nada, a não ser o ranger das cadeiras lá ao fundo. O espectáculo ia começar. Ali estava, ainda sem saber exactamente o que me ia aparecer à frente. Aquilo era tudo estranho. Asqueroso, sujo, degradado.
As cortinas começavam lentamente a abrir. Vislumbravam-se mais tochas acesas que iluminavam o palco.
Do negrume que brotava daquele estrado, viam-se três estacas perfeitamente alinhadas, à frente. Em cada uma delas espetava-se uma cabeça humana, morta, ainda fresca. O público delirava com o início. Palmas e ovações de pé acompanhavam assobios em êxtase. Na primeira fila, os homens ajudavam as companheiras a ver melhor.
Repentinamente as tochas apagam-se e fica tudo no lusco-fusco das velas das escadas. Aproximava-se o clímax da produção.
Enormes labaredas começam a dançar à volta do palco enquanto se vê uma enorme estaca exactamente centrada. Era mais comprida que as outras, mas era única. Ouviam-se tambores rufar e cânticos em crescendo.
Começa, então, a descer, em grossas correntes metálicas, uma mulher presa e despida em direcção ao poste. Tinha cabelos compridos, negros, com caracóis a penderem sobre os seios.
Gritava.
Preparava-se o empalamento. »
- Tu não és normal, pois não?
- Não. porquê?
tags:

publicado por Sofá Rouge, às 12:35link do post | comentar | ver comentários (3)
Convoco-te frenesim alado que da minha pele brotas malvadez e cais desnudo sem pêlo sem gesto em todo o esplendor de ironia peçonhenta que de ti se alimenta e suga cada centímetro do teu ser gosmento e podre como alarve que é deixando um rasto de tinta podre qual parasita de seu carrasco.
Vem.
tags:

publicado por Sofá Rouge, às 12:10link do post | comentar | ver comentários (3)
de disparates.
tags:

publicado por Sofá Rouge, às 12:01link do post | comentar | ver comentários (2)
- Sim, deixa-te andar e pensa que está tudo bem! Depois não te queixes...
- ??
- Queres um gelado?
- Não. Quero ir dormir.
tags:

publicado por Sofá Rouge, às 11:24link do post | comentar | ver comentários (2)
- Estou nervoso.
- Estás? Porquê?
- Por causa de coisas.
- Queres que te ligue?
- Não.
- Porquê, não gostas da minha voz?
tags:

publicado por Sofá Rouge, às 11:15link do post | comentar | ver comentários (2)
- Tenho um canivete Suíço vermelho multi-funções extensível. Faz tudo... Até de canivete.
tags:

publicado por Sofá Rouge, às 11:03link do post | comentar | ver comentários (3)
Por vezes, o barulho que a barriga faz, é a nossa voz interior a querer dizer qualquer coisa...
tags:

publicado por Sofá Rouge, às 10:59link do post | comentar
- Hoje está um dia lindo. Apetece ficar a olhar o mar.
- Sim, hoje também acordei sem cuecas.
tags:

publicado por Sofá Rouge, às 10:54link do post | comentar | ver comentários (1)
- Tens de fazer a sequela.
tags:

publicado por Sofá Rouge, às 10:52link do post | comentar | ver comentários (2)
- Conseguiste? Não estavas aflito?
- Sim! Fogo, estava a ver que nem chegava lá. Até me doíam as pernas de tanto apertar!
- Bolas! Imagino. Epá, mas não sei como consegues. Eu não consigo. Só em casa.
- Tem de ser. A vontade por vezes obriga.
- Sim. Filmaste? Como andas sempre com a câmara atrás...
- Filmei.
- Filme de merda, presumo.
- É! Mas foi curto.
- Ah, ok. Uma curta-metragem.
tags:

publicado por Sofá Rouge, às 10:44link do post | comentar | ver comentários (4)
O que é mais difícil, amar ou ser amado?
tags:

publicado por Sofá Rouge, às 10:43link do post | comentar | ver comentários (2)
- Fizeste?
- Fiz.
...
- E correu bem?
- Correu.
...
...
- Como sabes?
- Porque sei. Fiz tudo.
- Tudo como?
- Tudo.
- E fizeste bem?
- Fiz.
...
- Estás a falar do quê?
- Não sei. Do mesmo que tu, não?
tags:

publicado por Sofá Rouge, às 10:40link do post | comentar | ver comentários (3)
- És um cromo! Dos difíceis!
- Sim. Dos raros. Daqueles que nunca saem e deixam a caderneta incompleta.
tags:

publicado por Sofá Rouge, às 10:29link do post | comentar | ver comentários (3)
Amar tem de ser difícil?
tags:

publicado por Sofá Rouge, às 10:19link do post | comentar | ver comentários (1)
Por vezes, na vida, há que tomar decisões complicadas. Umas mais, outras menos. Mas é imperativo que as tomemos. Aliás, a vida é formada por um conjunto de decisões que vamos tomando. Ao fim e ao cabo, são estas opções que, no balanço, farão provavelmente a diferença em muito do que vivemos ou quisemos viver.
Por vezes ponderamos em demasia. Outras, decidimos na hora. Algumas são tão pensadas e tão analisadas que, quando vamos a ver, o tempo de as tomar já passou.
Hoje, eu decidi!
Decidi que assim não pode ser.
Que nem tudo pode ser assim tão difícil.
Nem tudo pode ser assim tão complicado.
Nem tudo pode ter tanta carga em cima.
Nem tudo justifica.
Hoje, decidi que estou definitivamente em off.
E se tem de ser tudo isto, então é porque também não é real e eu ando a dormir.
tags:

29
Jun 11
publicado por Sofá Rouge, às 12:30link do post | comentar | ver comentários (43)
Reparo que tenho estado cada vez mais em off. Talvez seja a melhor forma de não me magoar. Deixar de fazer planos, de pensar à frente, de ver o futuro mais adiante...
Percebo que nem tudo corre como se quer. Nem tudo é fácil.
Reparo que vou desligando, até de mim mesmo. Do Ser, do imaginar, do sonhar...
A realidade é dura, mostra-nos a crueldade do agora. O hoje é frio, distante do sonho, sombrio. Amarra-nos a medos e receios. Medo de viver, de deixar, de soltar.
Nem sempre podemos ter, mas quando podemos ser nada se compara. Ser de alguém é algo fabuloso, é o paraíso na terra. É... ser-se, sendo. Sendo-nos. Ser o mundo, ser a vida, ser a alma, ser a paz, ser o conforto, ser o ombro, ser companheiro, ser amigo, amante, ser sem ter de estar, ser o tudo, ser o tal, ser porque se ama, ser, simplesmente ser... Não será isto o fundamento do amor? O ser sem ter de ter, sem ter de estar? Simplesmente ser...
Quando se é, nada mais importa. Nada mais se procura. Nada mais faz falta. É-se um és-me de alguém.
Porque se é.
É-se de alguém.
Simplesmente, é-se. Livremente.
E aí, somos livres de nós, somos paz, somos um, somos nós.
Percebemos nós a importância do Ser?
tags:

28
Jun 11
publicado por Sofá Rouge, às 15:27link do post | comentar | ver comentários (5)
Sinto falta desse abraço
quando adormecemos juntinhos
em que o teu braço me envolve
e a minha cintura aguarda cada toque.
tags:

publicado por Sofá Rouge, às 15:25link do post | comentar | ver comentários (2)
Estou mas não estou.
Hoje não me sinto cá. Nem lá. Nem em lado algum.
Por vezes o mundo real faz questão de nos puxar e prender bem cá em baixo.
E é tão real este mundo...
Tira-nos o sorriso da cara, o brilho dos olhos.
Dá-nos a crueldade do agora.
tags:

publicado por Sofá Rouge, às 14:49link do post | comentar | ver comentários (2)
Não quero estar nem ter. Quero Ser.
Quero ser-te, ser-mo-nos.
Apaziguar a dor que nos afasta, nos separa.
Quero poder Ser, sendo-te, sendo-me.
Não me chega estar.
Não me chega ter.
Chega-me ser.
tags:

publicado por Sofá Rouge, às 11:36link do post | comentar | ver comentários (18)
Tenho a dura consciência que sou o outro.
Não o outro, o amante. Nada disso.
Simplesmente o outro. O que veio depois. O que apenas é o outro.
O que vem depois de um abraço já dado.
O que vem depois de um beijo sentido.
O que vem depois de um despir de desejo.
O que vem depois de uma espera de saudade.
O outro.
O que de tudo de cima, tem tão pouco de novo.
Que simplesmente vem depois de tudo o resto.
tags:

publicado por Sofá Rouge, às 11:28link do post | comentar
- Já não te escrevo. Já não é para ti que me sai. Sabes, sinto-me em esforço. - dizia ao mesmo tempo que se sentava na beira da cama, despido. - Já não sinto que sorrio. Falamos, falamos e ao mesmo tempo parece que não dizemos nada.
Apagava o cigarro e voltava a deitar-se, ao mesmo tempo que puxava o lençol branco para se tapar. Estava uma manhã fria, cinzenta. As persianas estavam corridas, mas o frio fazia-se sentir mesmo dentro do quarto semi-escuro.
- Já só me apetece fechar os olhos novamente e adormecer, sabes? - suspirava ao mesmo tempo que virava a cabeça e reparava na almofada vazia.
tags:

publicado por Sofá Rouge, às 11:13link do post | comentar | ver comentários (2)
Acho que é isso mesmo! Hoje dormi a pensar que devia desligar!
Sonhei acordado com tudo, com nada.
Tive pesadelos comigo.
Andei sonâmbulo pelos dias.
Hoje, preciso de mim.
tags:

publicado por Sofá Rouge, às 11:09link do post | comentar | ver comentários (1)
Não sei se me quero mais.
Estou cansado de mim.
Não sei... Ainda tenho dúvidas. Algumas, pelo menos.
Não. Afinal não tenho. Sei que não quero.
Não quero nada de mim.
Estou farto.
tags:

publicado por Sofá Rouge, às 11:05link do post | comentar | ver comentários (1)
Ele vinha de longe, com passos acelerados e o jornal de baixo do braço.
- Trago-te um desejo. - disse sorrindo assim que a viu.
O seu corpo estava rígido, firme. Os passos haviam parado mecânicamente.
- Um desejo, amor? - perguntou com um subtil levantar de sobrancelha.
- Sim, um desejo. Mas já não quero que o desejes.
tags:

publicado por Sofá Rouge, às 11:01link do post | comentar | ver comentários (1)
Não sei se aguento!
tags:

publicado por Sofá Rouge, às 10:26link do post | comentar | ver comentários (1)
o nosso botão de desligar?
Quero por-me em off.
tags:

27
Jun 11
publicado por Sofá Rouge, às 16:45link do post | comentar | ver comentários (2)
Mas quem se julgam para poderem afirmar isso? Sim, isso! Quem? E depois?
Quem se acha no direito de pensar que pensa como os outros? Que pensa para os outros?!
Mas quem raio disse que amar é definido no tempo, no espaço, no Ser?
Quem pode afirmar que amar não é mais do que um corpo? Ou dois? Que se pode amar sem pensar em estar, em ver, em sentir?
Quem pode dizer que amar é real ou irreal, ou até racional e mensurável?
Como? Como se pode medir a irracionalidade do intangível?
Alguém pode?
Pode?!
tags:

publicado por Sofá Rouge, às 13:13link do post | comentar | ver comentários (2)
É triste quando o tempo não passa e a distância não encurta e o longe ainda é longe e o corpo ressente e o dia não acaba e a hora não encurta e os olhos não vêem e a boca não sente e a mão que não toca e o espaço não aperta e o abraço demora e o sorriso não desperta e a passadeira não mostra...
É triste a espera que se demora.
tags:

publicado por Sofá Rouge, às 12:57link do post | comentar | ver comentários (2)
Disparo-te uma rosa vermelha de desejo
a teu peito fechado de emoção.
Disparo-te uma túlipa encarnada com amor
na tentativa de acertar em tua alma.
Espero impaciente a tua flor,
de forma a que caiba no meu ramo,
a não ter de disparar mais nenhum sopro.
tags:

publicado por Sofá Rouge, às 11:54link do post | comentar | ver comentários (3)
Tão perto, tão distante no mesmo universo.
Tão longe e no mesmo instante a certeza da separação.
Ao longe estás distante, é real.
De perto, há distancia, é obrigatória.
Mundos de dois num só
que da distância, se não cuidada,
se colapsam em universos desaparecidos.
tags:

25
Jun 11
publicado por Sofá Rouge, às 23:28link do post | comentar | ver comentários (1)
Sinto-te as coxas ofegantes
em espasmos rítmicos de ansiedade
enquanto o peito se enfurece
das mãos que breve o tocam e desenham
em golfadas de emoção doce
no embalo sôfrego dos lábios que deslizam
na mais bela toalha estendida ao vento
entre sabores aromáticos da cor da pele
ao Vénus que do monte suspirou.
tags:

publicado por Sofá Rouge, às 23:22link do post | comentar | ver comentários (1)
Tenho saudades do teu corpo nu.
Está despido de mim.
Descoberto do meu.
Não é assim que deve estar.
tags:

publicado por Sofá Rouge, às 22:58link do post | comentar | ver comentários (1)
Gosto da forma como o nosso corpo se enquadra entre os copos de vinho e a música que ao fundo ouvimos.
Quase que bailam soltos, sem corpo, sem poder. Desenfreados.
Como se, de repente, ganhassem vida própria ao sabor do toque das nossas mãos.
Unem-se numa harmonia melódica de ritmos e vibrações, quase sem darem conta da nossa presença.
E depois, lá estamos nós...
tags:

publicado por Sofá Rouge, às 22:43link do post | comentar | ver comentários (1)
Cravos, rosas e jasmins quebram o pranto
entre cores vivas de sabores matinais
que quase entorpecem os mais fugazes
dos cheiros e aromas que sobrevoam
as ruas e vielas do meu ser.
Mas são os bolbos das túlipas que enchem o jardim.
tags:

publicado por Sofá Rouge, às 22:37link do post | comentar | ver comentários (1)
E que falta me faz o teu calor
por entre pedaços frágeis de lembrança
entrelaçados em miosótis de ramos frescos
como quem diz "não te esqueças de mim"
do outro nome dado a esta flor.
tags:

23
Jun 11
publicado por Sofá Rouge, às 23:00link do post | comentar | ver comentários (1)
que amanhã é um novo dia.
E bonito, bem bonito, por sinal.
tags:

Junho 2011
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9


24

26


comentários recentes
Das coisas mais belas que li... De uma simplicidad...
Maravilhoso texto sobre o tempo, um recurso que de...
Gosto da sua escrita... gosto mesmo muito, gosto d...
Não gosto de rótulos nem de catalogar as coisas......
Gosto tanto da forma como expõe ideias, gosto da m...
Posts mais comentados
43 comentários
39 comentários
18 comentários
13 comentários
11 comentários
Donativos
subscrever feeds