30
Jul 11
publicado por Sofá Rouge, às 23:43link do post | comentar | ver comentários (6)
Somos chão que de nós fazem.
Sempre mais e mais.
Nunca chega.
Há sempre mais...
Hoje não quero mais nada.

Desiludo-me apenas.

Estou triste.
E já chega...
Sim... já chega...
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publicado por Sofá Rouge, às 22:58link do post | comentar | ver comentários (1)
- Pai, há coisas que eu não consigo dizer: labaradismo e melharadeiro.
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publicado por Sofá Rouge, às 22:21link do post | comentar | ver comentários (6)
As pessoas...
Magoam.
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publicado por Sofá Rouge, às 20:24link do post | comentar
Baaaah!!
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publicado por Sofá Rouge, às 17:03link do post | comentar | ver comentários (1)
- Pai, continuo a não respirar bem.
- Não bateste com a cabeça na parede...
- Paaai!!

Booonc

- Não resultou!!
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publicado por Sofá Rouge, às 16:59link do post | comentar | ver comentários (1)
Que outros olhos te abracem
que outros abraços te beijem
que outros beijos te percorram
que outros toques te seduzam
que outras mãos te enlouqueçam
que outra língua te passeie
que outros sejam como os nossos
que outros teus não se parem no primeiro
que tudo te seja assim
com tudo o que juntos fomos
com novas emoções e sensações
impulsos, loucuras e entrega
embora ache que nada será assim.
Nada do que fomos tem cópia.
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publicado por Sofá Rouge, às 16:45link do post | comentar | ver comentários (7)
E vou ali beber mais umas éme i éne i ésse e já volto.
Sinto-me demasiado lúcido.
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publicado por Sofá Rouge, às 16:38link do post | comentar | ver comentários (2)
- Não consigo respirar bem deste nariz.
- Bate com a cabeça na parede.
- Paaai!!
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publicado por Sofá Rouge, às 16:37link do post | comentar | ver comentários (2)
Ganha o mundo ganham outros
vencem da vida num instante
ganham tudo mais que tudos
e morre o mais importante.
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publicado por Sofá Rouge, às 16:34link do post | comentar | ver comentários (3)
E abraço-te a ti em mim
bem juntinho, encaixadinho
com a tua cabeça no meu peito
de olhos fechados os dois
na segurança do nosso abraço
pelo menos com isso fiquei
mesmo que nada mais seja assim
ou em sonhos fosse sequer
pelo menos com isso fiquei.
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publicado por Sofá Rouge, às 16:28link do post | comentar | ver comentários (2)
Já não me lembro de quem eras
quando para mim tudo eras
já não me recordo de tudo
nem de um pouco apenas mais
Já nada me existe ou subsiste
de tudo o que para mim foste
quando mais nada me havia aqui
senão tu mais tu mais nada
Hoje apenas recordo
o que para mim tudo foste
daquilo que imaginei e vivi
enquanto a teu lado morri
Hoje és-me vaga lembrança
de tão diferente agora te ver
que já duvido de mim mesmo
e de tudo o que te vi
Vi-te em ti tudo de novo
tão diferente e assombroso
nessa noite, última de pranto,
que da porta costas fizeste
e outra de ti me vieste
enquanto ainda te via antes
olhava a outra, agora tu,
tão distante, fria e diferente
que apenas hoje te vi
outra de ti que já não eras.
Sinto o vazio de no teu peito ter sido tudo
Quando tu eras tu, apenas tu.
E eu.
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publicado por Sofá Rouge, às 15:48link do post | comentar | ver comentários (1)
Já nem sei que és, dor maldita e solitária
que de arrepanhados costumes me vais fazendo
não largando e vais mordendo
em pedaços de pele que vais comendo
à medida que vais gritando
aos ventos berrando e urrando
que de mim já nada vês.
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publicado por Sofá Rouge, às 15:45link do post | comentar | ver comentários (3)
Na terra do nunca viveremos nós
Na terra do nunca não seremos sós
Na terra do nunca vivem animais
quase como iguais
Na terra do nunca seremos sempre mais
Não seremos outros nem como os demais
Na terra do nunca já não há sinais
nem espaços fechados nem olhos dos demais
Na terra do nunca passeamos nus
sem trapos e panos nem pudor a mais
Na terra do nunca vive-se em magia
com música alta e tudo rodopia
Na terra do nunca nada acontece
que seja diferente do que apetece
A terra do nunca é no infinito
A terra do nunca é feita de giz
pintado em lousas de cores alegres
com passos de dança e doces suaves
A terra do nunca é já ali ao lado
fecha os teus olhos, lá nos encontramos
em conversas despidas e envergonhados risos
P'rá terra do nunca viajámos nós
abraçados nas nuvens por cima do mar
À terra do nunca não chegamos nós
morremos na praia já com falta de ar
largamos as mãos e tudo nos fugiu
ficamos assim com a dor de quem partiu
Olhares intensos ficaram de ser
abraços não dados ficaram por dar
amor que não demos também por lá ficou
À terra do nunca nada lá chegou
apenas o nunca na terra ficou.
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29
Jul 11
publicado por Sofá Rouge, às 17:09link do post | comentar | ver comentários (2)
- O que quer dizer: éme à dê é espacinho i éne espacinho cê agá i éne à?
- Feito na China.
- Ah, este morango foi feito na China!
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publicado por Sofá Rouge, às 00:49link do post | comentar | ver comentários (1)


publicado por Sofá Rouge, às 00:06link do post | comentar | ver comentários (2)
E vierem os meus irmões de França e todos amandarem-me pedras e a fugirem atrás de mim em roulotes para me baterem...

Não? Nada?
Cebola Mol - Os meus irmãos baterem-me
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publicado por Sofá Rouge, às 00:01link do post | comentar | ver comentários (1)
Há quem diga que as drogas provocam esquecimento e outras coisas que agora não me lembro.
Mas eu cá não acredito porque.. cenas. E assim. Percebes?
Qu'é qu'eu tava a dizer?
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28
Jul 11
publicado por Sofá Rouge, às 23:55link do post | comentar | ver comentários (3)
Censuro-me de ser por ser não sendo e assim não poder ser quando sendo era o que queria ser.
E adormeço mesmo sendo sabendo que amanhã não serei sendo.
Porque é sendo que sou e me sou-te.
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publicado por Sofá Rouge, às 23:48link do post | comentar | ver comentários (1)
É triste isto tudo ter de ser assim...
É mesmo...
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publicado por Sofá Rouge, às 23:44link do post | comentar | ver comentários (3)
Empresto esfregona portátil.
Apenas requer alimentação diária, descanso (pouco - começa a trabalhar cedo), atenção e brinquedos espalhados pelo chão.
Perfeito substituto do aspirador.
Bom estado.
Zona aqui perto.
Preço a combinar.
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publicado por Sofá Rouge, às 23:38link do post | comentar | ver comentários (1)
- Pai, aquela nódoa negra, aqui, já está a ficar melhor.
- Sim, muito melhor. Passou do tamanho de 5 dedos para 4!
- Paaai!!
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publicado por Sofá Rouge, às 23:34link do post | comentar | ver comentários (2)
Há o efeito borboleta.
E há o efeito estupidificante.
O CAOS transforma-se em padrão definido.
Em ambos os casos...
Vou ali bater as asas e já volto.
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publicado por Sofá Rouge, às 23:26link do post | comentar | ver comentários (10)
- Pai, que idade tinhas quando te caíram os dentes?
- Não sei. Temos de perguntar à vovó...
- E ficaste desdentado?
- Não. Fiquei zarolho.
- Hã? Paaaai!!
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publicado por Sofá Rouge, às 23:21link do post | comentar | ver comentários (3)
A filhota vai ganhar um concurso! Só tem de desenhar e pintar um vestido e, se ganhar, esse vestido torna-se verdadeiro!
E eu tenho de o enviar por computador.
Espero não o receber por e-mail...
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publicado por Sofá Rouge, às 23:18link do post | comentar | ver comentários (2)
Nota: Nunca, mas nunca ensinar os filhos a mexer no comando da televisão.
Efeito: Witch, Winx, JimJam, Panda, Disney, Espias, Todos a bordo, Miúda Atómica e mais uns quinhentos e tal que ocupam a programação 24/24...
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publicado por Sofá Rouge, às 23:09link do post | comentar | ver comentários (2)
Donne-moi une cigarette 
Je la garderai près de moi 
Je la fumerai peut-être
Bien avant que tu ne le croies
Je garderai cette cigarette 

Pour occuper mes dix doigts
Je la fumerai peut-être 

Quand j’aurais trop le mal de toi

Linda...
Da Mélanie Pain - Cigarrette

Qualquer dia ponho-a aqui. Ou talvez não. Mas vale a pena ouvir.
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publicado por Sofá Rouge, às 23:09link do post | comentar | ver comentários (1)
- Vai à merda!
- Vou, mas vou contrariado, está bem?!
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publicado por Sofá Rouge, às 23:04link do post | comentar | ver comentários (2)
- Pai, o que quer dizer poupel?
- Púrpura, roxo, lilás.

Será que é chinesa? É que não parece nada...
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publicado por Sofá Rouge, às 23:00link do post | comentar | ver comentários (1)
- Pai, tinha vermelho a sair do nariz!
- Mas agora não tens nada...
- Pai, tenho a unha com uma pintinha vermelha.
- Ora aí está o fenómeno: causa-efeito.
- Hã? Paaaai!!
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publicado por Sofá Rouge, às 22:57link do post | comentar | ver comentários (2)
Refodo-me os miolos e mesmo assim não chego lá!
Irra que devo ser mesmo estúpido!
Ou então é dos parafusos. A menos.
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publicado por Sofá Rouge, às 22:53link do post | comentar | ver comentários (3)
- Olha, filhota, aquela foi operada ao umbigo. Yuc.
- Yuc...
...
- Pai, o que é yuc?
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publicado por Sofá Rouge, às 22:44link do post | comentar | ver comentários (2)
- Pai, o que te parece isto?
- Não sei.
- Pai, vá lá.
- Uma casa.
- Não.
- Um celeiro.
- Não.
- Então não sei.
- Pai, é assim tão difícil?! É uma tendaaaa!
- ...
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publicado por Sofá Rouge, às 22:41link do post | comentar | ver comentários (2)
Hmmm Hmmm Hmmm Hmmm
Hmmm Hmmm Hmmm Hmmm

...

Alguém?

...

Não?!
Crash test dummies, pá!
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publicado por Sofá Rouge, às 22:36link do post | comentar
Um eléctrico chamado desejo, imortalizado em película por Elia Kazan em 1951, a partir da peça teatral de Tennessee Williams.
Mas este é em Alcântara...

Acho melhor retomar a medicação...
Hmmm....

publicado por Sofá Rouge, às 22:27link do post | comentar | ver comentários (5)
Em pensamentos...
Entre incensos e loucura na companhia da minha luz.


publicado por Sofá Rouge, às 22:22link do post | comentar
Não sei porquê, mas acho que estou a piorar...
Começo a ver dinossauros também.
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publicado por Sofá Rouge, às 22:17link do post | comentar | ver comentários (1)
Sangue das veias já não corre nem galopa, vagueia. Quais pulsões não existem mais, deixou o motor de as mandar. Trabalha a seco, sem escape. Alimenta-se de óxidos e férteis nadas.
Artérias vermelhas ao rubro incendeiam as avenidas. Circula-se nas duas direcções.
Ninguém em contra-mão.
Brotam esguichos jugulares, pulsantes, ritmados. Estendem-se à beira-estrada, sem passeio. Ficam.
Ensopam-se em si, de si, sem si.
E assobiam piretes.
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publicado por Sofá Rouge, às 21:44link do post | comentar | ver comentários (3)


publicado por Sofá Rouge, às 21:20link do post | comentar | ver comentários (1)
- Pai, cerveja escreve-se: M - I - N - I?

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publicado por Sofá Rouge, às 20:56link do post | comentar | ver comentários (1)
Sinto que morro ainda mais morto que morrendo.
Sinto que morro ainda mais perto que o já.
Sinto que morro mais e mais a cada hora.
Sinto-me morto.
Morto como quem já mais morto não é.
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