26
Jul 12
publicado por Sofá Rouge, às 12:14link do post | comentar
Quando ela chegou junto dele, já a vida lhe havia fugido. Apenas restava o corpo, ali. Depósito de lembranças e sorrisos dados, vividos. Manto suave de passeio de mãos e abraços quentes. O frio da morte abraçava-lhe, agora, o rosto pálido.

publicado por Sofá Rouge, às 12:13link do post | comentar
- Se partires hoje, deixas-me o teu abraço? Preciso dele para te ter aqui, comigo...
- Amor, amanhã já estou de volta. Não demoro muito desta vez.
- Sim, eu sei, mas levas sempre o meu abraço e eu fico aqui com o teu. Assim, estaremos sempre juntos, no nosso abraço.

publicado por Sofá Rouge, às 12:13link do post | comentar
Ainda me sentes em ti
como sempre, como dantes?
Como quando me eras
e jamais te foras antes
como foras assim comigo?
Ainda te sentes tu em mim
como quando nos uníamos
em jeitos perpétuos de puro encanto
no embalo do nosso ser?
Ainda nos somos presente
nos passos da nossa canção
nos dedos da nossa mão
e nos jeitos da nossa mente.

25
Jul 12
publicado por Sofá Rouge, às 12:12link do post | comentar
Há personagens que ficam. Há dias que vincam. enrugam-se episódios nos vincos do nosso rosto. Amanhecem-se nuvens escuras, em dias de Sol escondido, na aurora do que foi. E sabemos que o tempo não foi...

publicado por Sofá Rouge, às 12:11link do post | comentar
Eram duas bolas de gelado. Uma de chocolate, o seu preferido, e café. O calor da tarde derretia-o pelos dedos que o segurava.
- Tens as mãos cheias de gelado. - riu-se, enquanto lhe puxava a mão em direcção à sua boca. - Deixa-me provar.
Ele sorriu, sabendo que a desculpa obrigava a um beijo doce de sabores misturados.
- Vamos desenrolar-nos dos crepes e natas. - retorquiu com o seu ar atrevido.
- Maroto! És um maroto. E eu adoro gelado de chocolate.
Riram os dois, no intervalo de um beijo fresco.

24
Jul 12
publicado por Sofá Rouge, às 12:10link do post | comentar
Senta-te na espera da minha mão
Em teu leito despido de nós
Na cama que nossa nos amou
Em passos suaves dos meus dedos
Que suaves te passearam sempre
Em intervalos de peito despido do toque
E do beijo que breve vivias
Nos suspiros frescos, matinais
Da espera que esperas lá sentada
Nos intervalos de luz que entram da janela

19
Jul 12
publicado por Sofá Rouge, às 18:09link do post | comentar

Desço-te o peito
Saboreando…
Aconchego-te em mim
o teu calor.
E subo o olhar em teu consolo
Despido…
E arrisco um beijo onde me pedes
Agora.


publicado por Sofá Rouge, às 17:32link do post | comentar

Cerras arfando os dentes que gozam

O prazer que soltas de peito deitado

Enquanto me olhas de fogo aceso

Nas mãos que cravas sedentas no leito

E te afogas de novo de peito moldado

Nas mãos que te molham o ventre perfeito

E permitem os beijos juntos lado a lado.


publicado por Sofá Rouge, às 16:37link do post | comentar | ver comentários (1)

Cose-me a boca pregada na alma

Em pontos largos a negro tecido

Em cruzes de pontos abertos e firmes

Mas cose-me em paz que morro assim

De alma na boca cosida sem mim

Ao peito, que meu foi, descosido de ti.


publicado por Sofá Rouge, às 16:29link do post | comentar

Eu sou a alma do aconchego

Em mim guardo malícias

Astúcias, repulsas.

Eu sou depósito velho

De ferro gasto em aço fundido

De carbonados costumes de bafos alados.

E fumo que fumo

E bafo o que abafo.

Eu sou o anjo que negro se vem

Em capa sombria que longa se tem

E cobre e acode ao corpo que sem

O manto recanto lá longe não vem.

Eu sou eu e tu mais tu

Nas asas que abro aladas, veladas

Ligeiras no negro retalho das brasas.

Eu fujo que fujo e não segues mais

E fujo e fujo em planadas correntes

Nos ombros da brisa que lesta se põe

Às costas do manto que te sobrepõe.


publicado por Sofá Rouge, às 12:09link do post | comentar
Chegas-te de novo a cada baile meu
De encanto recanto do jeito mover
O corpo que enjeito e te mostra prazer
No leve bailar do teu saltitar
E vens que re-vens de novo outra vez
Na face que mostras de nunca te haver
Vivido na pele o vir e re-vir
Em prantos alegres que soltas no peito
Enquanto me apertas que pare jamais
E mostre de novo e solte esses ais.

18
Jul 12
publicado por Sofá Rouge, às 12:10link do post | comentar
Reb wide wings spread abroad
to reach and touch the heart above
and tear the great white clowd
in pursuit of your red look.

17
Jul 12
publicado por Sofá Rouge, às 13:32link do post | comentar


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publicado por Sofá Rouge, às 13:28link do post | comentar

Precisam-se amores frenéticos, loucos, dementes.

Amores presentes, jamais ausentes.

Amores quentes, despidos de gente.

Amores sem peso, nem corpo, nem nada. Amores de alma.

Precisam-se dores e tremores de ventre.

Precisam-se amo-te ditos ao vento.

Precisam-se gentes de amores contentes.
Ou apenas gentes de amores contentes.



publicado por Sofá Rouge, às 13:24link do post | comentar

Putos ranhosos, piolhosos, chutam as pedras
das vidas que de frente vão rolando
em chutos descalços de pés imundos
e ranho que pende sem consolo
nas gargalhadas que soltam dentes podres
de calções desapertados em baraços
nos abraços que se dão a cada esquina
da rua de vida mais vivida
e vida que adiante se vê unida
nos chutos que chutando vão crescendo
os putos ranhosos felizes da vida.


16
Jul 12
publicado por Sofá Rouge, às 12:38link do post | comentar

Desconde-te do suspiro, mulher

desconde-te digo, já!

Que no suspiro vivem presos

os presos que lá quedaram

prisioneiros de suspiros

que jamais serão esquecidos

nem escondidos ou sei lá

ou escondidos descondidos

em desais pintados ais.

 


publicado por Sofá Rouge, às 12:30link do post | comentar

Abraço-te o peito arrepiado

em amplos abraços de nós

enquanto sopro beijos frescos

ao cabelo em teu pescoço

em esperas encadeiradas

da pele que te acompanha

nos abraços que lhe dou.


13
Jul 12
publicado por Sofá Rouge, às 12:07link do post | comentar
Hoje, esperei-te no tinto do meu abraço
na boca da minha sede
no copo da tua alma.
Abri-te o corpo em aroma de frutas
em beijos que deram cor ao teu rubor
e bebi-te em amenas procuras
do toque do teu braço.

12
Jul 12
publicado por Sofá Rouge, às 12:07link do post | comentar
Sinto-me assim,
des-mim.
Assim, como sem mim me sentisse
e, sentindo-me assim
sinto que serei sentindo,
assim, sem-mim.

publicado por Sofá Rouge, às 00:09link do post | comentar

Rebentam-se-me as costuras desta fronte

em intervalos de golfadas ritmadas

de espinhos que se cravam nas entranhas

que resgatam a visão do meu olhar

no latejar gritante desta afronta

que se ajoelha forte a dado instante

e não faz senão rasgar

a vida e paz no meu olhar.


10
Jul 12
publicado por Sofá Rouge, às 21:54link do post | comentar


09
Jul 12
publicado por Sofá Rouge, às 13:29link do post | comentar | ver comentários (2)

Colam-se corpos nus em ventosas de calor e ardor, em movimentos suaves, sem voz, de mãos que passeiam entre pele e olhares furtivos e viram-se, de frente, em lábios desejosos de paixão, com olhos fixos de calor, libertando as mãos que vagueiam, agora, pelo universo. Encaixam-se, amanham-se, aconchegam-se dentro do corpo que os aperta, em excitação crescente. As pernas entrecruzam-se, irrequietas, em movimentos inconscientes de excitação. Apertam as mãos que teimam não sair. O peito explode em pulsares ritmados de prazer, em frios deleites, de par em par, à medida que pedem o toque das mãos que o domine. Soltam-se gemidos destemidos, sem vergonha, sem dono. Soltam-se em gritos de posse e querer imediato.

 

Os corpos unem-se em ventosados requintes de movimentos acelerados de excitação, enquanto se gemem ardores, calores, prazeres e viram-se posições de incessantes vontades,  em beijos quentes que não param o pranto, dos calores amores dos corpos, que nus, apertam em si a vontade crescente, do êxtase que, cavalgando, se chega, nos olhos que miram de frente,  em olhares fixos, sem fuga, dos dois que se encaixam, perfeitos, no orgasmo dos dois.

 

Abraçam-se instantes, na espera que não tarda, para de novo olharem, os fixos dos dois, olhares que tudo de novo terão, em breves encaixes que de novo serão.


07
Jul 12
publicado por Sofá Rouge, às 13:10link do post | comentar


publicado por Sofá Rouge, às 11:52link do post | comentar

I desperately need the nothingness of me.


06
Jul 12
publicado por Sofá Rouge, às 16:53link do post | comentar

No teu abraço ou no meu?


publicado por Sofá Rouge, às 13:24link do post | comentar

Pinto-te a boca e língua e lábios

como vinho de malga em mesa

pinto-te a alma e pele e rosto

como da malga que te atravessa

pinto-te a ti de cor vermelha

já sem malga, mesa ou sangue quente

despintados de rosto de gente

com calor de sangue quente.


publicado por Sofá Rouge, às 13:10link do post | comentar

Gosto quando me guardas os dedos em ti.


publicado por Sofá Rouge, às 12:36link do post | comentar

Juntam-se-te as sardas ao sorriso

de olhos inquietos enquanto miras

a medo de risos abertos, escondidos

nas voltas de olhares em que apenas te és

e perdes a malícia desse teu encanto

no canto da boca que agora suspira

em esguios beijos que soltas em ti

do peito que arde ao voltar para dentro

o olhar que fechas e soltas recanto

de arfantes gemidos calados no tempo.


publicado por Sofá Rouge, às 11:03link do post | comentar

As mãos que espremem o teu corpo

estendem-se leves suavemente

nao ficam soltas nem quietas

apenas não sabem que dançar.

 

Mexem-se dedos em mantos abertos

de peito feito em lenços que voam

do sopro arfante que teus olhos vêem

 

e esperam.

 

Aguardente de vento em teus cabelos

adoça de mel o peito teu

que breve se guarda no manto vazio

da cama que só não aquece nem guarda.

 

e esperam.


publicado por Sofá Rouge, às 10:12link do post | comentar | ver comentários (1)

Sabes que há laços que o tempo não cura

nem cortes afiados desfazem unidos

os laços que unem os que mais elevam

a força daqueles que temos cá dentro

não só pelo sangue ou vontades alheias

mas porque nos são aqueles que nos são

e para sempre, de sempre, aqui nos serão.


publicado por Sofá Rouge, às 09:28link do post | comentar

Senta-te aqui, na minha mão.

Vem depressa, ou devagar, mas vem.

 

Abraça-me a palma com teu sorriso,

ajeita-me a alma de improviso,

trespassa-me o corpo com teu olhar

e rasga-me a carne ao suspirar

nesses teus toques que fogem em mim

e correm que correm caminhos sem fim

na espera que julgam da mão palpitar

enquanto te sentas nela devagar

e ela te abraça na palma da sua

mão que te espera sem roupa, já nua.

 

Vem, senta-te aqui, na minha mão.

Na mão que é tua, na palma da mão.


05
Jul 12
publicado por Sofá Rouge, às 17:04link do post | comentar

Que fazes que vives ou subsistes?

Ou nem sabes que existes

E apenas julgas que vives?

Vives, revives ou nem sabes

Da vida que vives e não desistes

De saber viver ou desviver

Na senda de saber o que é morrer?


04
Jul 12
publicado por Sofá Rouge, às 23:30link do post | comentar
Um dia, possuo-te com a garra de um trovão, com a força de um bisonte, com
a energia de mil volts... Um dia, um dia tenho-te minha em meu ardor. Um
dia, terás tempo de gritar, berrar e gemer, nas forças do teu prazer, nas
garras do teu pender.
Um dia, um dia serás tu e eu na força de um beijo meu.

publicado por Sofá Rouge, às 15:23link do post | comentar

Pesa-me a cruz do meu rosário

Do Deus que é teu nem meu sei eu

Em voltas de contas e dezenas

Nas preces que julgas em teu tormento

Às mãos que unes em firmamentos

E cerras os olhos aos lábios que cospem

Murmúrios secos de vontades alheias

E ardem ciúmes em jeitos despidos

Àquilo que pedes aos céus infinitos

Na volta esperança de promessa vivida

Enquanto ajoelhas as pernas ao fundo

Nas beiras da cama em que pecas sozinha

Enquanto te esperas actos de contrição

Ou redentoras palavras de salvação.


publicado por Sofá Rouge, às 14:48link do post | comentar

Ai os ais com que te vais

Ais e ais de mais e mais

Em entra e sais de mais ais

Ou ais de bocas que gritam ais

Dos ais que soltas pelos ais

Ou guardas de ais que não são ais

E apenas ais de ais sem mais ais

Senão fossem ais de mais e mais

Ais e ais de mais ais.


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