31
Ago 12
publicado por Sofá Rouge, às 12:49link do post | comentar
Sabes que o dia já foi de caminho
Em caminhos imensos
Sabes que o mundo já anda sozinho
Em passos de criança
Sabes que o rio baila naquele moinho
Que desfralda a miragem
Sabes tu que eu te amo sozinho?
Sabes o quanto enganada fizeste
E de mim desfizeste
Sabes o quanto injusta me deste
Naquelas costas de sempre
Sabes o dia que jamais ser podia
Mas que de dia se fez
Sabes tu que te foste quando não o devias?
Amo-te e largo-te de mãos vazias
Mas sabes tu que fizeste?
Abro-as em par como tu querias
Para que nada mais reste
E desfaço os sonhos dos demais
Em passados nunca iguais.


publicado por Sofá Rouge, às 12:49link do post | comentar
Dói-me o estômago além da alma. Deve ser da fome de mim e o vazio de ti.

30
Ago 12
publicado por Sofá Rouge, às 12:48link do post | comentar

Hoje, despeço-me de ti. Digo-me adeus em ti. Não um até já, não, um adeus de sempre. Para sempre. Hoje é o dia que me liberto de ti. Que parto, que vou... E vou. Porque hoje... hoje é o dia que me fecho de ti. Olho-me e percebo que, afinal, tudo termina. Tudo acaba. Ou, pelo menos, a tudo se põe um ponto final. Nem tudo resiste ao amor, nem tudo persiste em amor. Com tristeza me vou, mas com a certeza que tenho de ir. E Vou. Parto, ficando no hoje, no agora. Deixando o que foi, o que sempre foi. Parto, porque não me virás pegar. Porque nunca me virás buscar. Não estarás aqui, quando eu chegar. Não estarás aqui, daqui a pouco. Não estarás aqui, mais logo. Não tocarás à campainha de madrugada. Não ligarás à minha procura. Não estarás aqui para ficar. Como não estiveste ontem, ou anteontem. Como nunca estiveste. Como nunca vieste. Como sempre partiste. E, hoje, sou eu. Parto eu. E, desta vez, sei que parto para sempre. Sei que chegando este dia, que supusera impossível, jamais quedaríamos. Sei que fechando e partindo eu, dizendo eu adeus, não haveríamos nunca mais. E é hoje que me parto. Em partes desfeitas de mim, em pedaços desfeitos cá dentro, mas parto. E vou. Porque vou... Porque nunca vieste tu para ficar... E eu... afinal de contas, eu... sempre soube que não estarias, que não ficarias, que não serias. Porque tu és tu, que eu amei, por ti, pelo que és, que me és, que me foste. Não por seres quem não és ou nunca foste. Apenas não quero mais ver as tuas costas, pois apesar de serem tuas, preferi de sempre amar-te o peito junto ao meu. Não posso mais as tuas costas. Não mais. E vou... Porque vou. E tu não vens...

 

 

 

 


29
Ago 12
publicado por Sofá Rouge, às 12:47link do post | comentar
Casei comigo em comunhão
amei-me só em união
até que a morte nos separe
ou um tiro nos aguarde
no alto da cabeça fria
que leve a alma desta via.


publicado por Sofá Rouge, às 12:47link do post | comentar
Nove de paus e espadas saíram
nos trunfos de mão que sacaram
a sorte da vez que jogaram
em quatro que de frente puseram
as bestas sentadas profanas
e lá se ficaram soltando
as sortes de mãos que jogaram
os ases de trunfo marcado
na sorte de traço marcado
e em beatas de chão apagadas.

publicado por Sofá Rouge, às 12:47link do post | comentar
Vou contar-vos uma estória sobre mim. Mas é tão pequenina, que está pertinho do fim. Começa assim: Um dia, ah, um dia... Um dia vi o sol brilhar no horizonte. Não sei se era manhã ou final de dia. Apenas sei que brilhava. Intensamente, ofuscava no horizonte. E para lá do sol, nada se via...

publicado por Sofá Rouge, às 12:46link do post | comentar | ver comentários (1)
Já algum dia vos apeteceu?

28
Ago 12
publicado por Sofá Rouge, às 12:46link do post | comentar
Gosto da tua boca quando não diz nada: está colada à minha.
Juntas, cantam e bailam no beijo nosso.
E não dizem nada que se ouça...


27
Ago 12
publicado por Sofá Rouge, às 12:45link do post | comentar
Ausentei-me de ti
Na espera do meu medo.
Esperei-te na espera que espera
Naquela que sabe que espera
E esperei.
Esperei-te em mim.
Porque sim.
Na espera da espera já sem arte
Na ausência de mim quando parte
Na espera que espera e não parte.
Ausentei-me de mim e de ti
E parti.
Na arte de quem parte quedando
Na partida de quem fica voando
Na espera de quem parte não partindo.
E já não mais parti.
De ti.
De mim.
Morri.


21
Ago 12
publicado por Sofá Rouge, às 12:45link do post | comentar
Dormir neste quarto faz-me pensar no porquê de ter substituido o relógio de corda por um despertador digital...

publicado por Sofá Rouge, às 12:44link do post | comentar
Tenho absoluta certeza que não tenho sono, mas se fecho os olhos adormeço.

publicado por Sofá Rouge, às 12:44link do post | comentar
- Já disse que quero que tu te lixes, hoje? Já?! Estou a tornar-me repetitivo...

publicado por Sofá Rouge, às 12:43link do post | comentar
Reescreveu-se a história por tudo ser como dantes.
Desta vez teria de ser tudo diferente. Necessitavam-se palavras beijadas nos olhos. Vontades de vidas. Largar trapos acessórios.
Ouvem-se corujas velhas.
Precisavam-se certezas assertivas.
O velho está lá fora!
Grita que nada podia ser igual! Nada!
Nem o tempo nem a disponibilidade.
O velho grita e as corujas também.

publicado por Sofá Rouge, às 12:43link do post | comentar
A mão que em ti se passeia
não é tua nem minha
é nossa.
A mão que nossa vagueia
não é tua nem minha
nem nossa.
A nossa que nossa não é
é mais que tua ou minha
somos nós
na nossa mão.


publicado por Sofá Rouge, às 12:42link do post | comentar
E quando chegar o dia em que tenhamos mais ontens que amanhãs, que balanço faremos das nossas vidas?

20
Ago 12
publicado por Sofá Rouge, às 12:42link do post | comentar
Quando a tua boca me sorri
toda tu me sorris
quando os teus olhos me olham
toda tu me olhas
quando toda tu me és
somos.

publicado por Sofá Rouge, às 12:41link do post | comentar
Nos passos calados em saltos soltas
as pernas que correm lado a lado
em espaços de passos corridos
em corridas de passos não dados
enquanto bates de asas aladas
as asas amplas de anjo mau
na luz que se encontra junto à tua
sombra que escondes ao luar
e passeias pernas soltas sem sentido
nos passos que dás senão unidos
os peitos de pernas torneados
nas meias de ligas pretas escondidas
em saias apertadas junto ao corpo
que beijou outro corpo noutro instante
que era meu já sem vestido de pele nua.


publicado por Sofá Rouge, às 12:40link do post | comentar
Que me dói
senão o sopro da alma
que me dói
senão a alma sem corpo
que me dói
senão a certeza que é
que me dói?
Que me dói de doer
sem sentir ou parecer
sem aparecer ou não ser
de nada que parecia ser
ou então sempre foi
sem saber que se foi
sempre de sempre o que foi
que me dói?
senão aquilo que sempre foi
da gente que tudo foi
e eu apenas não vi
que me dói
por ter certezas
do certo que sempre foi
e que apenas não vi
porque nem sempre se vê
que me dói
que me dói?

15
Ago 12
publicado por Sofá Rouge, às 12:40link do post | comentar
- Rai’s te quilhe, miúdo! Sujaste-te todo outra vez!
- Mas, mas…
- Nem mas, nem meio-mas! – enquanto indicava o dedo forte ao meu nariz. – acaba o que tens no prato e vai lavar essas mãos.
- Mas, mas…

publicado por Sofá Rouge, às 12:39link do post | comentar
- Sabes o que te digo? Sabes?! Não sabes?
- Que se passa contigo hoje? Não estas bom da cabeça...
- Desvia a conversa, desvia!
- Queres um beijinho?
- Vai-te quilhar!
- E eu quero é que tu te lixes!

E foram, os dois. Um quilhou-se e o outro lixou-se.

publicado por Sofá Rouge, às 12:39link do post | comentar
Nove de mim tu fizeste. Tu e eu somamos equações. Diferenciais de nós em aritméticas lineares. E fomos. Que fomos. Espaçadamente de nós, fizemos eu. Eu. Apenas eu. Tu não. Tu não existes. Não és tu. Soltaram-se as peles dos fracos cordeiros. Vieram atrozes, matreiros. Chuparam o sangue. Roeram o osso. E fizeram sopa de miolos.
Nove pratos serviram. Nove colheres deixaram. Nove pratos sujos quedaram.
E apenas um copo cheio bebeu.
O resto ficou.
Nove foram, menos três. Ficaram seis não sei porquê.
E um fugiu e eras tu.

publicado por Sofá Rouge, às 12:38link do post | comentar

Vejo e revejo fotos do passado. Revejo-me inerte na espera do fim. Soube sempre o que fui. Foi-me dado a conhecer desde o início. Vejo e revejo cada instante gravado em imagens puras. Casos de vida tornam evidentes os passos dados, não a dois. As memórias serão eternas apenas em prateleiras frias e secas da memória. Amor seria se fosse eterno. Real. Vivido e querido. Não fugido, largado. Como sempre, como dantes. Fogem os que não amam em resguardos ilusórios de desculpas caseiras. Tudo releva e importa. Todo o acessório é primeiro. Os outros importam. Mais que tudo, mais que a vida, mais que mais e mais! Tornam-se o mais relevante da vida. A vida passam a ser os outros. O mundo não se sobrepõe ao amor. Apenas quando este não há. E quando a balança precisa deste fiel… Será amor o amor? Resposta evidente, num mundo que valoriza o agora, o imediato. Chutem-se piropos e assobios ao silicone. Virem-se pescoços aos decotes abertos. Apreciem-se corpos e deixem-se as almas. Afinal, nada é amor. Nem pudor. Aí sim, o resto é tudo de tudo o que mais importa. E deixem o amor de o fazer, porque afinal o amor não se faz quando se quer. Faz-se quando se ama. A alma. E essa, é eterna. Não se larga. E vivam-se ilusões!


publicado por Sofá Rouge, às 12:38link do post | comentar
Vou dormir.
Dormir de ti.
Sonho-te em pesadelos por não seres real.
Vou dormir.
Dormir de mim e de ti.

14
Ago 12
publicado por Sofá Rouge, às 12:38link do post | comentar
Do ventre filhos terás
De um amor que não serás
De um abraço que mentirás
Em ais saudosos que soltarás
E em prantos quedarás
Quando a solidão possuirás
Em companhia de horas más
E dos beijos que nutrirás
Na falta do que não terás
Nos braços de quem terás
Em sexo sem amor despedirás
A vida partilhada sem nós
A vida largada de nós
Vivida despartilhada após.


publicado por Sofá Rouge, às 12:37link do post | comentar
Amar é ser caminho
É ser estrada, é ser asfalto
É ser pedra e terra dura
É ter nada de caminho
É fazer o seu trilho.
Amar é ter o horizonte
Na mira da estrada que vem
É ser tinta no asfalto
E intermitência na paisagem
É ser tudo não tendo nada
É criar caminho sem caminho
Ser olhos postos mais além.
É olhar o fundo com alguém
Ter mais que tudo num abraço
Ter mais abrigos de quem
Tudo pensa que tem e não tem
Porque amar é mais além.
É ter asfalto nos pés
Terra dura entre os dedos
Ou apenas água e uma jangada
Mesmo que apenas um remo lá tem
Pois amar também rema remando
O remo solto, partilhado
Na direcção que não vê termo.
Amar é tudo que se vê
Não dos olhos que cegos são
Mas do peito em contrição
De amar o que amar se detém
No mais que tudo da vida.


publicado por Sofá Rouge, às 12:37link do post | comentar
És de negro a minha sombra que te foste em negros gritos de soltos pudores em mudos caminhos.


publicado por Sofá Rouge, às 12:36link do post | comentar

Eu desmanto a pedra que cai
E pinto de negro o vale que vai
Entre caminhos sujos e sórdidos
De jeitos soltos e modos melosos
E despinto de branco a pradaria
Que verde queria talvez um dia
Viver de prazer que sem ser podia
Com tanta mania de ser que seria
A bela donzela que de pranto caía
O manto do pranto que querer se queria
Em verde já branco dessa pradaria
No banco do canto do vale que perdia
A pedra caída no negro jazia
E a bela donzela já nada seria
Nem pranto nem manto nem nada teria
Pois tudo seria se não se fugia
De cada vez mais uma vez quedaria
No mesmo de sempre naquilo seria
A fraca de sempre que mais burlaria
E já nem donzela nem bela podia.

 

 

 

 


publicado por Sofá Rouge, às 12:35link do post | comentar
Fugas inocentes em raios que escondem
A nua verdade que fizeram ardentes
Em esconsos pedaços de pura malvadez
E deixam pedaços de nuvens cadentes
A mesma de sempre e mais uma vez.


09
Ago 12
publicado por Sofá Rouge, às 12:35link do post | comentar
Vou-me fugir daqui para fora. E levo-me comigo. Vamos os dois. Eu em mim.
Retiramo-nos por uns dias. Também é preciso olhar para dentro. E eu preciso de estar comigo. Sozinhos, os dois.

publicado por Sofá Rouge, às 12:34link do post | comentar
Ensopas-te em venenos podres
De pilulas inertes para esquecer
Ou apenas imagens a recordar
Os podres venenos do teu palpitar.

publicado por Sofá Rouge, às 12:34link do post | comentar
Agora estas aqui, junto a mim. Vejo-te a pele arrepanhada de medo. Cerras os dentes em suspiros e hálito podre. És uma besta. Vejo-te os olhos encarnarem de terror. Soltas grunhidos secos de raiva que espumas. Sinto-te o arfar mesmo adiante. Tremem-se-te as beiças em arfadas fétidas. Desdenhas narinas frias e negras de espanto e ódio. Já te sinto o pêlo eriçar-se no dorso. És uma raposa. Falsa, manhosa. E eu sou vampiro. Já morri.

publicado por Sofá Rouge, às 12:33link do post | comentar
Soltam-se rosários de enfiada, das mãos que pendem sobre o corpo. Quieto está, agora, em repouso arfante. Soltou-se em véus de chamas e valsas lestas. Pulsando que foi em escrita fina, da mão que agora repousa inerte, mas que dantes fora andante. Jeitos deu em pena fina, de escrita gráfica e flamejante. Caligrafou-me em ti o pensamento e cerrou-me os olhos em pensamento. Deixou-me o corpo de mim. Fugiu. Foi, foi, voou alado. Nas asas desta mão quente, no sonho desse teu beijo bem quente. Na ânsia de um dedo teu.

publicado por Sofá Rouge, às 12:33link do post | comentar
Penetras-me em sonhos húmidos de falo riste, na alcova que nos tem aos dois mimado. És-me vontades quentes em noites brandas. Em lençóis brancos já sujos de nós. Soltas-me os ais desalinhados. Os que guardo só pra ti. Guardas a mão que vai cobrindo, em jeitos de dedos suaves que passeiam chamas. Tocam-me os dedos como sempre. Como só tu sabes tocar. Sinto-me o peito ardente, descontente. Em espasmos cheios, vigorosos. E tristes de apenas ser o toque seco da mão que passeio, minha, pelo corpo teu. Não sendo tu - e eu - quem aqui pende.

08
Ago 12
publicado por Sofá Rouge, às 12:32link do post | comentar
Certa vez guardei-te no sonho. Eras um anjo alado de luz imensa. Brotavas amor pelos poros e beijavas alegria e paz. Tuas mãos eram delicadas. Acompanhavam-te o corpo, delineado.
Acordei ensopado, em pesadelos.

publicado por Sofá Rouge, às 12:32link do post | comentar
- O que tens?
- Nada, não tenho nada. Só sono. Tu dás-me sono.
- Vá lá, é para não dizeres que nunca te dou nada.

publicado por Sofá Rouge, às 12:31link do post | comentar
Certa noite acordei de um sonho em que vi o teu corpo nu. Gostavas menos dele do que era normal. Estava velho, descaído e flácido. O teu homem ainda gostava menos dele do que tu.

Pudera, não era eu...

publicado por Sofá Rouge, às 12:31link do post | comentar
- Gosto do teu cheiro. Cheiras bem.
- Gostas, porquê? Que tem o meu cheiro? Não gostas do meu perfume, é isso? É o aftershave? Creme das mãos? Não gostas do desodorizante que tenho? Olha que ponho todos os dias! Qual é o problema com o meu cheiro, afinal?? Porra, vou-me embora!

publicado por Sofá Rouge, às 12:23link do post | comentar
Julgam-se sabedores, os inocentes! Bah! Julgam-se sabedores, os indolentes! Se fosse de dizer asneiras, mandava-os à merda! Sim, à merda! Sabedores d’um raio. Pensam que sabem, mas não sabem! NÃO SABEM! Julgam-se espertos, mais espertos que os espertos. Mas quem pensam eles que são, os merdosos?!
Julgam-se sabedores… Sabedores! Que sabem eles, afinal?!
Eu é que não sei!

publicado por Sofá Rouge, às 12:23link do post | comentar
Olho a ponta do meu cigarro, de olhos em bico. Está-me na boca. E é pequeno. Já o fumei quase todo. Julgo que se ficar assim muito tempo ainda sou menino para concorrer às próximas olimpíadas e trazer uma medalhita. Eles ganham tudo. Se calhar é do tabaco.

publicado por Sofá Rouge, às 12:22link do post | comentar
De tanto esquecer que esquecido ficou
De tanto querer que querendo amou
De tanto ficar sem ficar se matou
De tanto morrer de já morto ficou
E tanto já tanto depois já nem foi
Aquilo que foi ou aos poucos nem dói.
De tanto já tanto que nem há o pranto
nem gente de branco no seu leito manso.

Agosto 2012
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
10
11

12
13
16
17
18

19
22
23
24
25

26


comentários recentes
Das coisas mais belas que li... De uma simplicidad...
Maravilhoso texto sobre o tempo, um recurso que de...
Gosto da sua escrita... gosto mesmo muito, gosto d...
Não gosto de rótulos nem de catalogar as coisas......
Gosto tanto da forma como expõe ideias, gosto da m...
Posts mais comentados
43 comentários
39 comentários
18 comentários
13 comentários
11 comentários
Donativos
subscrever feeds