30
Set 12
publicado por Sofá Rouge, às 16:09link do post | comentar | ver comentários (2)
... para quem ainda não sabe onde fica o coração.

publicado por Sofá Rouge, às 15:52link do post | comentar | ver comentários (2)
Hmmm...

publicado por Sofá Rouge, às 15:48link do post | comentar

publicado por Sofá Rouge, às 15:46link do post | comentar

29
Set 12
publicado por Sofá Rouge, às 17:33link do post | comentar

A infinitude da estupidez humana é, deveras, supreendente.

E, depois, há os pseudo...

 

Continuemos.


publicado por Sofá Rouge, às 15:47link do post | comentar | ver comentários (3)

Gosto do vazio que há em mim.

Obriga-me a pensar...

 


publicado por Sofá Rouge, às 15:44link do post | comentar | ver comentários (1)

Disse:

- Ai.

Perguntou-lhe:

- Porquê?

Respondeu:

- Ai, Ai!

Retorquiu:

- Vamos para a terceira ronda?


publicado por Sofá Rouge, às 15:34link do post | comentar | ver comentários (1)

Vivem os magos na fantasia

e dormem os crentes em pura magia

despidos de vida, saídos de dia

do mundo que gira negro de visões

e voam na graça da vil ilusão

que a pura magia não tem mais perdão

mas podem ainda sonhar acordados

que a ira desgraça não vira com a mão

a crença mais pura da sua utopia.

 


publicado por Sofá Rouge, às 15:29link do post | comentar

Sinto-te o peito colado ao meu

pende-se-me ao meu colar na pele

em suores que ventosam, abraçam e juntam

o corpo no corpo do peito no peito

que suave se junta em rijos abraços

dos peitos que pares se fazem um só.

 


publicado por Sofá Rouge, às 15:14link do post | comentar

Castrando culturas desfazem os homens

os mundos unidos desfeitos amigos

enjeitam prazeres esquecem viveres

e cosem amarras aos leitos casados

de peito bem cheio e alma animada

despregam a fauna de bucha asteada

e cospem burgessos de pinga voltada

às moças que passam de busto afiado

que mostram decotes de peito lavado

e soltam olhares de puros deleites

enfeites desfeitos de fada castrada

na cama que lavam de novo freguês

ao jeito do porto que vem à sua vez.

 

 


publicado por Sofá Rouge, às 15:11link do post | comentar | ver comentários (1)

Tatuiva-ma alma si a pudesse

mas cumi num podi num vi outripoise

sinão desfazir um esboice de peina

no laido do péi até ao mei peite.


publicado por Sofá Rouge, às 14:37link do post | comentar

Amontoa-se cotão no seu umbigo

de lã em novelo deslavado

de banhos em pêlo não lavado

e capas de feno bem deitado.

Desunham-se montes de cera perdida

em ouvidos sujos de água fugida

e crescem penugens nas redondezas

das duas narinas do velho que dorme.

Penduram-se beatas em dedos desfeitos

amarelos nas pontas e cravos na base

juntando-se aos calos da vida perdida

nas obras vencidas de barro postado.

 


publicado por Sofá Rouge, às 14:25link do post | comentar

Quatro eram eles

vieram aos pares

dois mais dois

em grupos de dois.

Juntaram-se dois

aos quatro que eram

quedaram seis

já eram mais.

Seis ao todo eram imensos.

Mais que quatro

ou dois de pares.

Seis ao todo fizeram

e seis ao todo vieram.

 

E partiram.

 


publicado por Sofá Rouge, às 14:13link do post | comentar | ver comentários (1)

Refodem-se ideias no meu burgo

pensamentos obscenos, delirantes

de nuas pedras calcárias

ou misturo concepções.

Baralham-se dados de quatro faces

impossíveis, ilusórios, não-reais

como as ideias que esvoaçam

em tormentos esvoaçantes de olhos negros.

Refazem-se agora outras visões

de dragões alados de fogo nos dentes

ou fadas azuis de vara na mão

que capam sapos já sem perdão.

Fecham-se vagas memórias incertas

do real ou mais esquecido

do que foi ou é perdido

no subúrbio burgo do meu penar.

 


publicado por Sofá Rouge, às 14:00link do post | comentar

Parvam-se doidos

tu?

As pernas que cruzam.

Desfeitas em mim

desnós dás quê?

Parvam-se!

Quem?

Assim, na vil bebida transparente.

Arrotam-se gases pelo nariz.

Comichão faz.

E dói o dedo grande do pé.

Sem meias negras. Tinham buracos nas costuras.

Cosam-se!

 

 


publicado por Sofá Rouge, às 13:54link do post | comentar

Esperam as linhas quebradas no horizonte

por curvas desenhadas em teu peito

de relevo dimensional se fazem jeito

na espera do banco de tábua fria

e no manto negro de alma partida

enquanto se colam retratos já desfeitos

de puras ironias cravadas no peito

com a brisa leve da aurora quente.

 


publicado por Sofá Rouge, às 13:47link do post | comentar | ver comentários (2)

Aqui não entram horas, nem dias, nem luzes

Não entram minutos desfeitos ou passos ligeiros.

Aqui não entram cores nem sabores

nem tão pouco se fazem espelhos.

Aqui não entram dores, ardores, ou temores.

Nada mais entra aqui.

Nem um raio, ou suspiro. Ou uma brisa sequer.

Aqui não entra o dia ou a noite, ou o espaço sem fim.

Não entram tempos nem esperas.

Ou pedaços quebrados sem fim.

Aqui não entra nada, nesta prisão feita em mim.

 


publicado por Sofá Rouge, às 13:41link do post | comentar

Pensar, acima de tudo pensar...

 


publicado por Sofá Rouge, às 13:27link do post | comentar

Infiéis defuntos empilham-se a medo

em cátedras vagas de puro desgosto

e gritam que gritam do mais puro nojo

o medo que brotam no último dia

que buscam agora dias redentores

e benzem cuecas na água da pia.

 


28
Set 12
publicado por Sofá Rouge, às 16:33link do post | comentar | ver comentários (1)

publicado por Sofá Rouge, às 15:18link do post | comentar | ver comentários (1)

Sinto-te o cheiro da voz

na ponta dos dedos viajantes

e saboreio-te a alma aos pedaços

nos intervalos do teu encanto

e dos beijos que empurras aos meus.

 


publicado por Sofá Rouge, às 14:24link do post | comentar | ver comentários (1)

Be Lucky!

 

 

 

 

 


publicado por Sofá Rouge, às 12:02link do post | comentar | ver comentários (1)

Numa sociedade encarneirada, questiono-me sobre o papel dos terapeutas... Serão desencarneiradores ou formatadores?


publicado por Sofá Rouge, às 11:59link do post | comentar | ver comentários (1)

Inertes pensantes que pensam que pensam

ou julgam que sabem que pensam assim

mas pensam dos outros cabeças alheias

que pensar por pensar dá fustigo e ardor

e sempre é melhor pensar que pensar

aos inertes pensantes que julgam pensar.


publicado por Sofá Rouge, às 11:51link do post | comentar

Espirrou verdete pelo nariz

entalhado em sólido pensar

acompanhado de dizer

que merda isto vai dar!


publicado por Sofá Rouge, às 11:27link do post | comentar

Esticam-se fininhos os cagatacos ligeiros

procuram no céu firmamentos de cor

e buscam com dentes aprender o pavor

de saber que o saber não surge sem dor.


publicado por Sofá Rouge, às 11:00link do post | comentar | ver comentários (2)

Bestuntos que soltam biqueiros na boca

basófias bastardas brotavam bitaites

buscando bisonhos de bico beijado

bofetam os bófias nas suas bolinas

e bafam de asco bretoldos bafios

de broca na mão e assobio na bufa.

 


publicado por Sofá Rouge, às 10:54link do post | comentar | ver comentários (1)

O velho da montanha largou sua seita.

Assassinos do Norte percorrem desertos

já sem o seu amo não sabem que fazem

dedicam-se à trama do canabeno.

 

Aschinchin, Aschinchin

produzem nas bocas.

 

Prometem volúpias, amantes, delícias

e vendem as ceras nas ruas visíveis

aos magos que seguem outros novos velhos

que da montanha não partem

nem da Pérsia caminham.


publicado por Sofá Rouge, às 10:47link do post | comentar

Assobias às botas os dias que foram

e dormes de dia azeites amargos

na esfera púdica da mão que assola

em estrafegos ligeiros soltos imorais

pois dias que foram não serão mais

nem passados presentes serão jamais.


publicado por Sofá Rouge, às 10:28link do post | comentar

Abrenúncia! Abrenúncia!

Destrancam-se as trancas às portas

e refazem-se corredores

que outras trancas esconjuram

as pernas que o passo dá!

Abantesmas, abéculas, cavalgaduras

desforram tecidos da anilha

e miram que babam ananases

que abanam ao jeito do passo.

Abrenúncia, grita a velha,

Adeceibo-te a cornadura,

estrafego-te a tromba ao poste

que largas de esfolar cabritos!

Chinfrineira tamanha dizeis

que só se mostra parte da coxa

e qual tranca qual quê

que em baixo nada se vê!

Gritam ambas quase em estalo

a velha e a nova cara a cara

que quem passa apenas mira

a bela tranca da garota.

 


27
Set 12
publicado por Sofá Rouge, às 23:35link do post | comentar

Solta-se tinta da pena que escorre

no branco caminho do teu passear

e crava-se a outra no meu corpo nu

pena a negro no passo que dou

para sempre caminha do lado de fora

do passo já dado ou ainda vivido

gravado pintado no peito do pé.


publicado por Sofá Rouge, às 23:17link do post | comentar

Desconstrua-se o caos de pena em riste

em vómitos nexos desconexos

e juntem-se peças de baralho perdido

em vórtices de ideias de caos presente.

 


publicado por Sofá Rouge, às 22:48link do post | comentar | ver comentários (1)

Amo-te vida que me fizeste

que deste a vida à minha da tua

que vida maldita na minha disseste

a vida vivida que mal me fizeste.

Amo-te vida e odeio-te enfim

sem pudores perdidos ou mal conformados

amo-te odeio-te sem margem nem fim

com tudo o que a vida no ódio detém

e mal de caminhos a mim recorreste

no ódio de amar-te na vida de mim.

 


publicado por Sofá Rouge, às 22:41link do post | comentar

Vendia sonhos de porta em porta

desejos submersos de ideias diferentes

a cabeças despertas vazias de tudo

e vendia os sonhos ou a fantasia.

 

Acabaram-se os sonhos

fechou-se a produção

morreram as testas

ávidas de ilusão.

 

Quedaram os sonhos de quem os fazia

e não os comprava nem os copiava

sonhava, sonhava só até ser dia

aquele que os sonhos jamais compraria

pois seus eram sonhos

de cabeça pensada

e não precisava

de sonhos copiados.

 


publicado por Sofá Rouge, às 22:37link do post | comentar

Sugo-te o sangue pelos cabelos

nos fios fininhos que pendes aí

e bebo-te a tempo o pensamento

que guardas no canto do amanhecer.

 


publicado por Sofá Rouge, às 22:22link do post | comentar

Esfrega-te o olhar na minha alma

que passados desejos corriam assim

em tinta da china na linha infinita

pintada em teu ventre a largo traço

esbateu-se perfeita a sua finitude

dos dedos andantes que a percorreram

até ao enfeite de rendas e ligas

que formam caminhos até ao semblante

que pende nas pernas já mais sem demora

abertas desejo ávidas de calor

e não apenas dos dedos fervor

mas todo de mim que te viu assim.

 


publicado por Sofá Rouge, às 22:18link do post | comentar

Sente-se o céu no teu encosto

de manto leve e peito quente

no abraço que emprestas de repente

ao corpo meu que te arrefece

em embalos puros de beijos dados

por baixo da pele de olhos abertos

nas bocas que colam pela noite dentro.

 


publicado por Sofá Rouge, às 22:07link do post | comentar

Ode de ventos animais

Ecoa nas paredes desta frente

que branca se deu de contente

em lutas pelos demais.

Chutam ideias vãs ao teu passar

e ardem olhos de choro queimados

mas nunca jamais serão outra vez

o par que se forma uma só vez.

 

 


publicado por Sofá Rouge, às 17:55link do post | comentar

Reflito-me em espelhos em frente da boca

decifro o olhar e as mãos que adormecem

mas nunca percebo o que responde de volta

a fala que deita a boca de lá!

 


publicado por Sofá Rouge, às 17:48link do post | comentar

Oxidam-se-te as frontes

de paralelos na mão

que partem as montras

dessa escuridão.

Lestas que partem

as pernas que batem

na rua calçada

despida do pé

que parte empredado

na calha vazia

da alma que esguia

entalha no dado

a fria vazia

da fronte quebrada

oxidada da vida

e repete o andar

a cada dia perdida.

 


Setembro 2012
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
15

16
18
22

23
25
26



comentários recentes
Das coisas mais belas que li... De uma simplicidad...
Maravilhoso texto sobre o tempo, um recurso que de...
Gosto da sua escrita... gosto mesmo muito, gosto d...
Não gosto de rótulos nem de catalogar as coisas......
Gosto tanto da forma como expõe ideias, gosto da m...
Posts mais comentados
43 comentários
39 comentários
18 comentários
13 comentários
11 comentários
Donativos
subscrever feeds