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Out 12
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publicado por Sofá Rouge, às 17:51link do post | comentar | ver comentários (1)

Eram folhas secas que caíam da tua boca. Deslavavam-se em beijos não dados de longa espera. Viam-se os caules quebrados, de pura existência, largarem seivas tristes. Resguardavam-se passos na erva fresca, húmida, da lágrima perdida. Despiam-se horizontes em olhares vazios, sem tempo. Sopravam-se suspiros…

E o tempo passava, sem dar ordem ao tempo.

Sem esperar pelo tempo.

 


publicado por Sofá Rouge, às 12:04link do post | comentar

Atravessa este porto uma paisagem descolorida e sem vida. Trazida por mares fundos e revoltos de imagens negras e fugidias. Faziam-se ouvir os ecos das sereias, despidas ao vento. Cantavam dores malditas de amores perdidos em tempos idos, mas não esquecidos. Pintavam-se laranjas de fogo em horizontes de final de dia. Ardiam-se fogos em labaredas gigantes das almas perdidas no firmamento.

Havia dias assim. Mortos por fora e secos por dentro. Havia mares e rios, garrafas de vinho vazias e passos bêbados dançarinos. Havia abraços de suporte aos corpos inebriados, havia calções de suspensórios gastos. Havia álcool e mulheres despidas. Bebida e lasciva.

Mas não havia outro dia.

 


publicado por Sofá Rouge, às 11:53link do post | comentar | ver comentários (1)
Porque há pessoas que tocam tanto sem nunca nos terem tocado? Sabes? Questionou ela.

Sei que os dias reciclam-se a si mesmos, mas nunca são iguais. O certo nem sempre é igual, disse ele.

Arrepias, disse ela.

Também a mim, disse ele. Outro café?

publicado por Sofá Rouge, às 11:33link do post | comentar | ver comentários (1)

Era um dia igual a tantos outros. Não havia céu, nem Sol, nem nuvens. Não se ouviam pássaros, nem gente, nem vento. O bater das folhagens e silvar da ventania, não se ouvia mais. Nem os carros, nem as Igrejas ou cães a latir. Nada. Nem o silêncio se fazia ouvir. Não havia nada.

 

Exactamente igual a tantos outros dias.

 

Não havia cores. Os vermelhos, laranjas, amarelos, os azuis e negros, os meios-tons, não existiam. Não havia cor nem falta dela. Acordes de música em escalas e partituras, não se conheciam. Não ecoavam sons, nem ruídos, nem acordes.

 

Era um dia exactamente igual a tantos outros dias sem nada.

E não havia ninguém para contar.

 


publicado por Sofá Rouge, às 11:17link do post | comentar

Café, perguntou ela.

Sim, respondeu ele.

Mas depois levas o lixo ao ecoponto, disse ela.

OK, mas só se for pouquinho, disse ele.

É pouco, sim. Não tenho por hábito acumular lixo, disse ela.

Eu também tomo banhinho, disse ele.

O tempo fugiu-te, perguntou ela.

Foge sempre, respondeu ele.

Então há que aproveitar o que está ao nosso alcance, disse ela.

Com as mãos, disse ele.


publicado por Sofá Rouge, às 10:23link do post | comentar

- Chamaste?

- Não!

- Porquê, sou invisível para ti, é?!


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