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Out 12
publicado por Sofá Rouge, às 19:11link do post | comentar

O mundo girava ao contrário e as horas contavam-se para trás. Os relógios espelhavam-se nas imagens inversas. Os passos dados, eram de calcanhares.
Alguém perguntava: «que pensam os poetas»
E a chuva caía naquele final de tarde, de início de dia. Tudo começava pelo fim. Até as perguntas.
- Sou poeta
- Como assim?
- Sobre tudo e sobre nada.
- Sobre o quê?.
- Escrevo.
- Que fazes?
O mundo girava ao contrário e o fim era o começo. Menos eu, que sonho com este mundo ao contrário.


publicado por Sofá Rouge, às 18:46link do post | comentar

Faço a barba ao rouxinol, de lâmina afiada, descuidada. Traço-lhe o papo de um só golpe. Saltam penas sem mais pios. Não há mais ninhos nesta varanda.


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