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Out 12
publicado por Sofá Rouge, às 17:30link do post | comentar | ver comentários (1)

Não é no meu peito que morro

ou morres.

Não é no teu peito que amas

ou amamos.

Não é aqui nem ali

ou por vários intervalos.

Não és tu quem procuras

nem encontras.

Não sou eu quem te busco

ou te assombro.

Já não há amor maior

quando maior que o que há

não existe.

É!

Não há dois, nem buscas, nem espaços...

Não há peitos, nem jeitos, nem mortes.

Não há nada, nem tempo.

Porque tudo o que há

somos nós,

com tudo o que não há.


publicado por Sofá Rouge, às 15:54link do post | comentar | ver comentários (1)

Odiar para não amar, andar sem passear, olhar sem respirar, em vidas possuídas de desastres e acidentes, em pensamentos de momentos, fragmentos, tormentos. Ombros que esperam nos escombros, respiram e anseiam, aguardam, partilham. E passam que passam as odes que mandam, encantam, comandam e viram fantoches. Engasgam tormentos, acendem archotes, sugam os cactos. Gritos que bradam, arrepiam e minam, gelam o peito, o travo na boca de amarga memória, a toca da alcova, no leito de história, da trança que dança, na rua despida.


publicado por Sofá Rouge, às 14:58link do post | comentar | ver comentários (2)

Amor, o meu, espera-me na beira da estrada.

Está lá, só, desamparado.

É um ela. Amor, mas no feminino.

Espera-me, ali, na beira da estrada. No local exacto da nossa morte. Em vida.

Eternos amores vivemos. Os dois.

Promessas cumpridas. Sempre nós.

Mortos de amor.

Na berma.

Daquela estrada.

Onde o Amor, o meu, espera por mim.

Eternamente.

 


publicado por Sofá Rouge, às 12:55link do post | comentar | ver comentários (1)

Algaliam-se emoções ao teu colchão

De répteis momentos teus revisitados

Que herméticos pendem ao saírem

No jeito que cabem ledas a teu lado.

 

Esvaziam-se depois os sentimentos

Que de outros tubos transparecem frescos

Ao ritmo do pulsar da tua alma

Que esvaindo-se vive já só de ti.

 


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