30
Nov 12
publicado por Sofá Rouge, às 19:47link do post | comentar

Era assim que eu te via e despia e trazia. Assim, na alma na vista no beijo. Era assim, sem mais nada, que a vista te via e dizia: Amor que te amo eu e mais nada. E nada de mais havia, senão o beijo a vista e a alma, que eu trazia e despia e te via. Assim.


29
Nov 12
publicado por Sofá Rouge, às 19:18link do post | comentar

Deixa-me fugir cem anos, esconder os sonhos em baixo da almofada.
Deixa-me fugir cem anos.
Fugir dos dias e noites sem sono.
Vou fugir cem anos.
E só volto mil e um anos mais tarde de ti.


publicado por Sofá Rouge, às 13:22link do post | comentar | ver comentários (1)

Doem-me as olheiras, negras, em volta dos olhos. São grandes, salientam-se em mim. Fogem, desmascaram-me as noites mal dormidas. Pregam-se-me as pálpebras abertas ao desconsolo. Não durmo, nem respiro a tempo certo. Maquilho a alma ao amanhecer, em reviradas imagens secas do futuro. Foi passado o tempo posto. Acordam-se frias madrugadas em olhares de espelho matinal. Penteiam-se pestanas ao sabor do café matinal. Mas continuam a doer as olheiras cada vez mais carregadas de mim.


publicado por Sofá Rouge, às 12:22link do post | comentar | ver comentários (1)

Saca-me um sorriso, como sempre, como dantes. Num abraço de beijo na boca, de pista de dança feita em lábios bailarinos das nossas línguas.


publicado por Sofá Rouge, às 11:29link do post | comentar

Vá, cala-te e beija-me já!


28
Nov 12
publicado por Sofá Rouge, às 22:09link do post | comentar

Obriga-me um beijo teu. Ordena-te um beijo meu. Beijemo-nos sofregamente. Como quem dança descalço e bebe vinho de garrafas abertas e salta e canta e ri. Beijemo-nos assim. De beijo nos lábios.


27
Nov 12
publicado por Sofá Rouge, às 18:04link do post | comentar

Agrafas-te o lábio ao meu lábio, a boca à minha boca, o jeito ao meu jeito e abraças-me num beijo nosso?


publicado por Sofá Rouge, às 17:46link do post | comentar

Faz a mala de abraços e beijos, aconchego e calor da tua pele, que hoje passo à porta do teu peito e levo-te num embalo ao beijo meu, de fuga eterna só nós dois. Fugimos e fugimos de mão dada, para adormecermos e acordarmos num abraço quente. Os dois. Apenas os dois e o nosso beijo.


publicado por Sofá Rouge, às 16:42link do post | comentar

Tenho uma costura nos beijos que te vou dar. Descoseram-me a boca à tua. Mas eu recoso-me a ti. Ai se recoso!


publicado por Sofá Rouge, às 16:27link do post | comentar | ver comentários (1)

Então vamos lá ver uma coisa: a que horas foges comigo?


26
Nov 12
publicado por Sofá Rouge, às 23:42link do post | comentar | ver comentários (1)

Depois, beijou-me, abraçou-me e fizemos amor. Tudo ao mesmo tempo.


publicado por Sofá Rouge, às 23:34link do post | comentar

Desajeitas-me o corpo no sofá. Embrulhas-me em novelos de corpos, dois. Eu e tu. Num misto de pele com pele. Entre uma e outra almofada do sofá.


publicado por Sofá Rouge, às 23:27link do post | comentar

Penso que sou capaz de te apanhar desprevenida. Sim, sou... Assim como quem chega por trás, devagarinho, pé ante pé. Não faço barulho, nem respiro. Tenho é de ser rápido para não ficar sem ar e poder beijar-te.


publicado por Sofá Rouge, às 23:04link do post | comentar | ver comentários (1)

- Puxa-me os cabelos e anda comigo pela casa, ao encontro das paredes frias de costa duras e pernas na tua cintura enquanto me possuis num beijo quente.
- Tem de ser agora?


publicado por Sofá Rouge, às 23:01link do post | comentar

I want madness and chaos and joy and love and lust and no limits no boundaries and frantic thoughts and the moonlight and you.


publicado por Sofá Rouge, às 22:40link do post | comentar

Beija-me o ar do teu sossego
em golfadas breves de alucinação
mas beija-me o ar todo de uma vez
para que fique assim, sem respirar


publicado por Sofá Rouge, às 22:31link do post | comentar

Sexy lingerie.
O meu urso branco está no pólo.
Abram-se as cortinas de veludo vermelho.
Acordo. Bebo café. Adormeço de novo.
Chamo-a. Beijo-a. Adormeço-a.
O sexto sentido chamou-me. Fui. Já não volto.
Voltei. Afinal. Estava frio.
Café.
O amor acordou aos 52 anos.
Paixão e fogo-de-artifício. Sexo a dois. A um. Nada?

Banho frio com sabonete cor-de-rosa. Chuveiro.
Não lavam a cabeça.
Olha pela janela.
É de noite e vou dormir.

publicado por Sofá Rouge, às 20:31link do post | comentar

Arrepia-me um beijo na tua pele molhada.
A mão passa por entre os joelhos.
Página aberta em ímpares contornos.
Nós. Queres?
São 12h00 ao pé do mar.
E saltam-se-te erectos do teu peito ao meu lábio beijo.


25
Nov 12
publicado por Sofá Rouge, às 23:41link do post | comentar | ver comentários (1)

Em que parte do umbigo queres que passeie um beijo meu? Queres que te suba ao peito ou desça ao teu regaço? Queres um beijo e um abraço, ou basta-te um beijo de ponta da língua?
Em que parte do umbigo passeio-te um beijo meu? Na ternura que há em volta ou na brandura do aconchego fundo?


publicado por Sofá Rouge, às 23:18link do post | comentar

Tenho-te um beijo na ponta da língua.


publicado por Sofá Rouge, às 21:38link do post | comentar

Espuma-me a pele da tua pele
e beija-me o sal do meu passar
dos passos teus no meu correr
e dos beijos meus no teu morder
à pele de espuma que cobre a pele
do beijo e abraço e passo que damos.


publicado por Sofá Rouge, às 14:20link do post | comentar | ver comentários (1)

Gosta de tu eu que muito sabe abrindo porta beijo nossa damos aqui pensamento no meu abraços em tu e eu. Certo?


24
Nov 12
publicado por Sofá Rouge, às 12:08link do post | comentar | ver comentários (1)


23
Nov 12
publicado por Sofá Rouge, às 23:58link do post | comentar

Traz a pele que tens no corpo e foge comigo. Deixa que me cosa a ti eternamente, num bolso sem fundo de pele na tua pele. Para que possas por as mãos nos bolsos e afagar-me os cabelos com a ponta dos teus dedos. Traz-te na pele despida, que eu manto-te o corpo no meu abraço e agasalho-te a alma num beijo demorado, enquanto fugimos em passos curtos. Sós. Despidos de nós.


publicado por Sofá Rouge, às 22:59link do post | comentar | ver comentários (1)

No corpo que a medo enfrenta o olhar

Escondem-se beijos em pele molhada

Na ânsia de abraços que tardam quebrar

A espera que tarde se faz perdurar

Nos olhos que a medo desviam intensos

Os jeitos calores de suspiros ausentes

Ou antes presentes escondidos em frentes

De corpos que abraçam o beijo esperado

Nos olhares de lado matreiros traquinas

Do sopro de almas que cúmplices são

Na busca de sempre que encontram paixão

Na hora que nunca esperavam à mão.

 


22
Nov 12
publicado por Sofá Rouge, às 18:09link do post | comentar | ver comentários (1)

Olhas-me assim, com o peito de fora, provocante. Sim, provocas-me e sabes. De peito de fora. Adoro o teu peito. Sabes disso, por isso abusas e põe-lo de fora, à espreita. Fica, ali, quieto, a olhar para mim. Tímido, frágil. Como quem chama. Estou aqui... aqui...
E eu, olho-o de volta. Com a ponta dos meus dedos. E conversamos os dois. Demoradamente.




publicado por Sofá Rouge, às 17:42link do post | comentar | ver comentários (1)

Despes o dia, amor, do corpo cansado e moído, e danças comigo? Pões o seu Jorge a tocar e descalças os sapatos no tapete de pêlo longo e fofo, ajeitas-me em ti, de braços cruzados no meu pescoço e danças? Assim, de olhos fechados e cabeça no meu peito... Danças-me num beijo de pé descalço?




publicado por Sofá Rouge, às 17:40link do post | comentar | ver comentários (1)

Baila-me o peito no meu abraço. Despe-te na dança de pontas em pé. Abraça-me o peito (nu, perfeito) ao peito meu. Teu. Baila-me o teu peito junto ao meu. E dança-me as mãos em par perfeito, no consolo de pele despida, no abraço que sustentam mãos. Dá-te ao peito as minhas mãos. Nuas. E dança bailando, despida. Vestida em mim.


 

 



publicado por Sofá Rouge, às 10:29link do post | comentar | ver comentários (1)

Sabes quem eu sou, perguntou a voz no vento. Sou um sonho imperfeito, disse-lhe num suspiro. Sabes quem tu és, perguntou-lhe de seguida. Não? Como não? Que fazes por estas bandas, então, questionou com admiração. Caso te faltem os passos e os cascos de teu galope, traz água numa tripa para que não desidrates até à morte.


12
Nov 12
publicado por Sofá Rouge, às 15:27link do post | comentar | ver comentários (2)

Já não pode ser amor

nem repouso de esplendor

este quente e dormente terror

da mágoa que não apaga a dor.

 

Palavras ao vento

que breve tormento

a cada momento

já nem tento.

 

Já não pode ser amor.

Já não pode ser amor

O desamor

do teu intento.

 


publicado por Sofá Rouge, às 15:17link do post | comentar

Amo-te, mas tu não sabes o que isso é.

Ponto.

Pronto...

Não sabes. Ponto!

E fujo-me desse amor que desconheces. Não o mereces.

Não me mereces.

Não tu.

Ponto.

Vejo-te falsa, inconstante.

Não sabes o que isso é.

Pronto.

 


07
Nov 12
publicado por Sofá Rouge, às 21:30link do post | comentar

Hoje não sonhei que era feliz. Hoje foi, de facto, um dia feliz!
Estranha esta percepção/realidade...
Que é real, que é imaginário? Quanto disto tudo não passa de percepção pura do nosso imaginário? Quantas destas pinturas não serão telas do nosso surreal?
Bebia um tinto.


publicado por Sofá Rouge, às 10:29link do post | comentar

Não, como não, perguntou ela?
Não, não te amo assim tanto… Seria amor se estivesse disponível para a tua tortura, mas não estou. Hoje tenho a certeza disso: tortura. Não te amo assim tanto, para que tenhas o direito de me magoar dessa forma doente. Além disso, acho-te profundamente desequilibrada e vulgar. E pessoas vulgares merecem amores vulgares. Respondeu-lhe calmamente.
Ela sorriu e não compreendeu. Mas está um dia tão bonito lá fora, disse.
Sim, pois está, respondeu ele.
Queres ir ver os peixinhos, perguntou ela.
Deixa-me só apertar os sapatos, sim, perguntou ele.


publicado por Sofá Rouge, às 10:01link do post | comentar

Sabes, amor, disse-lhe enquanto atirava o resto do milho aos pombos, afinal não te amo tanto assim.


06
Nov 12
publicado por Sofá Rouge, às 22:53link do post | comentar

Eu sei que sim. Finalmente percebi que é desequilibrada.
Só faltava mesmo eu perceber, porque de resto já pouco havia a descobrir.
A lua (também) pende para um lado, certo?


04
Nov 12
publicado por Sofá Rouge, às 14:48link do post | comentar

O amor é velho. Tem asas gastas e penas pretas. É velho de dentes amarelos e podres. Masca tabaco e anda sozinho. Desamparado.
É velho o amor. Decrépito. Tão velho, tão velho que nunca morre, o sacana.
Veste-se a preceito quando acompanhado. Larga o tabaco e penteia as penas. Ajeita-se ao espelho e põe-se direito. Apruma-se ao lado do seu amor, o amor.
E velhos caminham, ambos, eternamente.


publicado por Sofá Rouge, às 11:03link do post | comentar

.


03
Nov 12
publicado por Sofá Rouge, às 23:21link do post | comentar

AH! Gritou o senhor Plácido. Assustado parou diante da montra da loja fechada. Passava já da hora do expediente. Eram mais horas de jantar do que de fazer compras, embora fosse normal haver uma ou outra loja aberta até mais tarde.
AH! Gritou novamente, mas desta vez esbracejava, o senhor Plácido.
AH! Gritou. AH! Gritou novamente. AH! AH! Gritou de braços no ar.
Que se passa, senhor Plácido, pergu

ntou a senhora da padaria, que entretanto fechara a loja dela. Está para aí a gritar porquê, homem?
Gritar, eu, perguntou o senhor Plácido. Deve ser da fome, rematou.
Cruzou os braços em cima da barriga, atirou a cabeça ao seu lado esquerdo e piscou o olho ao candeeiro, que se acendera há pouco. Vou jantar, disse entre-dentes enquanto chutava a barriga para a frente.

publicado por Sofá Rouge, às 23:04link do post | comentar

O meu amor por ela não era de veludo, como o vestido que usava naquela noite. Tirando os enchumaços que pareciam sanefas, a cor do manto assemelhava-se ao cortinado gasto e velho do teatro ambulante que estacionava, agora, na avenida. Verme

lho sujo, de bainhas rasgadas e rotas, amainava-se rua fora a acompanhar, bailando, os passos lentos da fina agulha da sandália que equilibrava, a medo, as pernas forradas a verniz de meia opaca.
Não, não era de veludo. Amava-a sem o veludo e sem sanefas e argolas. Amava-a despida. Não pelo corpo, mas pela mente. Que, felizmente, diga-se, não era de veludo nem vermelha.

publicado por Sofá Rouge, às 19:20link do post | comentar

Os caminhos entrecruzam os viajantes
Em passeios coloridos ou errantes
Nas brisas frias e distantes…
Há alma em peitos abertos de ternura

Há alma em peitos de jeitos e doçura
Há alma em abraços de paz e amor que dura.
Há, sim, amor em paz e passos dados.
E as pedras que calçam o beiral
Soltam breves lajes de beijos soltos
Aos saltos que alto correm lestos
Na busca da sola de cabedal posto
Do ombro que espreita o tempo que se espera
Na esquina em que se cruzam os viajantes.

Novembro 2012
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