21
Mar 13
publicado por Sofá Rouge, às 15:38link do post | comentar

As maiorias têm o peso das vontades, mas nem sempre a força da razão...


publicado por Sofá Rouge, às 11:22link do post | comentar | ver comentários (1)

Dá-me a tua mão para que, de noite, as estrelas possam bailar ao som do nosso abraço.

Foge às estrelas que não sabem dançar ou sorrir.

Essas não têm amantes à superfície.

Vivem sós e tristes a espreitar à janela,

mirando os beijos que se colam no cintilar das sorridentes.


20
Mar 13
publicado por Sofá Rouge, às 17:35link do post | comentar | ver comentários (1)

Sei que não sou eu quem agarra o tempo no relógio da parede. Nem és tu. Corremos atrás de ponteiros que bailam sem música, num cadafalso de contrastes brancos. Com sombras, em segundos que galopeiam sem horizonte, ouvem-se os tique-taques do tempo, que assobia por nós.

 

Nascem botas velhas naquela fronteira. Têm solas gastas e cordões ímpares. Já não se atam. Nem há mais tempo.

 

Só tique-taques.

 

Tique-taques de nós.


17
Mar 13
publicado por Sofá Rouge, às 13:26link do post | comentar

12
Mar 13
publicado por Sofá Rouge, às 15:34link do post | comentar | ver comentários (1)

Angaria um beijo meu
No espanto de vida colado
À rua que de mim te perdeu
Num abraço não dado,
Agrafado, colado ao teu.
Respira-me o ar, nesse beijo
Deposto de um raio de luz
E de tudo que não vejo
Senão o calor dos corpos nus.
Eu e tu.
Num beijo roubado
Ou abraço colado
Num mundo passado
De futuro trilhado.
Eu e tu.


10
Mar 13
publicado por Sofá Rouge, às 14:05link do post | comentar | ver comentários (1)

No dia em que o mundo morreu, eu esperava por ti. Ansiava os tempos vividos. No dia em que a terra gemeu, eu amava-te só, na loucura eterna do tempo que foi. E foi há tanto tempo que se não fosse amor já tinha também morrido com a terra.


publicado por Sofá Rouge, às 09:00link do post | comentar

Hoje sonhei contigo, e comigo, com os abraços que conversavam bem apertados, com os beijos que falavam por nós, com os olhos que se despiam ao nosso encaixe. Eram horas as horas que nossas ficaram, no jeito dos peitos colados a dois. Perfeitos fizemos encaixes a dois, em peito que meu se fez leito teu.


08
Mar 13
publicado por Sofá Rouge, às 17:52link do post | comentar

Matem-nos de vida, que de amores morreram frios. Foram beijos, foram beijos. Abraços nus de peito feitos. Matem-nos, matem-nos, aos beijos despidos de jeitos.


publicado por Sofá Rouge, às 16:00link do post | comentar

Traz-me no peito o sentimento. Esse, despenteado seja que diga: adeus. E vai-se, voando ou saltitando, num beijo que esmorece ao pensamento. Hoje esqueceu-se de mim. Voou.


publicado por Sofá Rouge, às 14:54link do post | comentar | ver comentários (1)

Fazes lembrar-me de um sorriso. Qual sorriso? Um sorriso alegre. Alegre porquê? Porque me levava à Lua. E como ias à Lua? Ia a sorrir, de olhos fechados e a cantar baixinho. Baixinho porquê? Porque preferia ouvir-me sorrir. E porque sorrias? Porque fazes lembrar-me de um sorriso.


publicado por Sofá Rouge, às 13:24link do post | comentar

Queiram os meus digníssimos e iluminados leitores fazer o favor de reflectir sobre o facto de, provavelmente – e com muita generosidade, – terem já vivido mais dias passados, do que aqueles que têm como certos no futuro.
Injectem-se, inalem, droguem-se de futuros. Pode ser apenas mais um segundo...


publicado por Sofá Rouge, às 11:10link do post | comentar | ver comentários (1)

Quero fumar, fumar. Sinto o vício tomar-me conta da alma.

Detesto cigarros mal-educados e pessoas que fumem! Eu próprio sou fumador. Detesto pessoas que não fumem! Detesto pessoas. E sou uma pessoa de pessoas. Bolas.

Viciado: o ser humano é um animal de vícios. O problema são as pessoas. O problema são sempre as pessoas! Os outros, os demais, nós, tu, eu!

Somos, racionalmente, os mais estúpidos animais à face da rua que nos suporta os passos. Fazemos, dizemos, vivemos, tudo ao contrário. O mundo começa-nos do fim para o início. E andamos contentes, a fazer semi-grupos de correntes pensadoras, alienando coerência de pensamentos obtusos, na esperança da diferença. Palermices. Não são senão mais rebanhos de encarneiradas ideias. Ninguém se quer cansar a pensar. Cansa e dá trabalho.

Bah!

É mal-educado, o mundo, como as pessoas que detesto: mal-educadas.


07
Mar 13
publicado por Sofá Rouge, às 23:06link do post | comentar | ver comentários (1)

Sobem os fumos em espiral quente. Ardem olheiras secas de infinitos. Sobes ao cimo de nada. Enfrentas infinitos de olhos fechados.

Dói. Dói tudo. Não tens mãos. Não tens pés. Não tens. És. Apenas és. E respiras sabes lá por onde, caminhas sabes lá como.

Morres da morte e nasces, renasces. Em fumos quentes. Beatificados.

Evaporas-te.

Pó.


publicado por Sofá Rouge, às 23:01link do post | comentar | ver comentários (1)

Era uma vez um beijo.

Era uma, vês? Um beijo.

Era uma, vez um? Beijo...

Era uma! Vês um beijo?

Era. Uma. Vês um, Beijo?

Beijo. Beijo.

Beijo.


publicado por Sofá Rouge, às 15:44link do post | comentar | ver comentários (2)

Eram duas, as lágrimas que esperavam, finavam, à porta daquele prato vazio. Almas vazias empurravam olhares secos, destituídos, sem lágrima. Eram só duas as lágrimas que restavam. Duas, só duas. Já não havia mais lágrimas naqueles olhares. Estancaram passados de vielas molhadas. Borrifavam, agora, sopros enxutos de éter purificado. Duas, eram apenas duas. Molhadas, veladas, cobertas de medo. Duas, só duas! De choro retido no prato vazio, de pranto empanado na berma do prato. Vazio seria de sopa passada, sem carne nem couve, senão empapada. A sopa que de sopa já nada restava. A não ser a água do par que mirava, em lágrima feito na berma lavada.


publicado por Sofá Rouge, às 15:04link do post | comentar | ver comentários (1)

Havia uma mulher que tinha um nome. Ninguém a via. Nunca aparecia. Sabiam que tinha uma lágrima por derramar. Sorria à janela, pendia do rosto, sem cair ou deslizar. Nunca a viam, nem ela aparecia. Enviava o nome em sua vez. Saudade, chamavam-lhe. Saudade. Ela nunca apareceu, mas o nome quedou. Só. Com a saudade de si.

 


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