03
Jun 13
publicado por Sofá Rouge, às 18:05link do post | comentar

Tenho um nado vivo no meu corcel
Cavalga, cavalga!
 Ginete alado qual pombo de mar
Existe?
Existe?
Cavalga, sereno
Sem asas nem penas.
Subsiste e assobia.


publicado por Sofá Rouge, às 15:25link do post | comentar

São feitos de cor os textos teus

Que num beijo de brisa fresca

Esperam os meus…

Aguardam, antes da letra, um beijo meu

À frase certa do peito teu

Num abraço perdido, desamparado

Da espera que nos faz o tempo morto.

São feitos de cor os lábios teus

De ponta em beijos afiados

À linha de ternura que os desenha

E aos sorrisos frescos dos teus olhos.


02
Jun 13
publicado por Sofá Rouge, às 23:03link do post | comentar

- E, depois, chegas devagarinho ao beijo que tenho para te dar e abraças-me num daqueles abraços que sonho quando adormeço a pensar em ti, e depois... e depois, és tu! Transformas-te em ti mesmo e olhas para os meus olhos e percebes que sou eu, que sempre fui eu! Que era eu, ali, que te esperava como sempre, num abraço de esquina ao tempo que passava enquanto não vinhas nunca. Eu, eu mesma: eu! Ainda antes de ser eu, eu. Apenas eu.
- ah! mas isso será astronómico!


publicado por Sofá Rouge, às 19:42link do post | comentar | ver comentários (1)

Um dia vou encontrar o meu corpo junto ao teu e, nesse dia, terei escrito o teu poema no mais belo olhar de lua cheia. Ao mesmo tempo um beijo meu vestirá de alça justa o peito teu. Nos corpos nossos despidos de nós.

 

No baile das estrelas cadentes ao horizonte...

 

Aí, saberei escrever-te para sempre.


publicado por Sofá Rouge, às 18:29link do post | comentar

Odeio-te, beijo seco que não te dou!

Odeio-te, odeio-te, boca suja fechada de mim!

 

Odeio-te tanto, mas tanto, que nem te odeio

Nem odeio de quem odeia mais que tudo

E só odeia de asco e nojo e podridão

De não poder sequer poder mais odiar

Nem mais beijos teus poder sonhar

Ou mais beijos nossos poder trocar

Nos dias que secos de ti ainda mais serão!


publicado por Sofá Rouge, às 17:24link do post | comentar

Sou ou não sou a criança que não dou

De mim ao abrigo que me vou

Ou sou já pouco do que dou

Ao medo do que por medo já não vou.

 

Já não sou nada do que sou.

Nem o tempo que a que me dou

Nem o corpo a que me vou

Nem tão pouco a quem já nem sou.

 

Já nada resta do que sou

Nada resta ao que sou

Nem ao pouco que me dou.


01
Jun 13
publicado por Sofá Rouge, às 20:54link do post | comentar

Talvez eu não verta as lágrimas que se chorem, nem assoe lenços de dor em descartáveis tempos já vividos. Talvez não chore as lagrimas dos outros, nem sofra as dores dos demais. Talvez não saiba as dores que sofrem nos beirais, os ais dos outros, dos demais.
Talvez não chore as lágrimas de chorar, nem verta rosto de jeito perdido. Talvez nada disso seja a minha dor, nem a dor que dói de doer muito. Talvez, talvez... Ou não sei eu doer da mesma forma, a dor que dói já por doer, ou simplesmente já dói só por doer, de nada mais saber fazer.


publicado por Sofá Rouge, às 10:34link do post | comentar

Aqui no meu corpo, tudo é diferente.

Todo o ar se comprime, todo o vento deprime.

Não há mais imagens que vi, nem toalhas húmidas do teu banho quente.

Há o meu corpo, desfeito de ti.

Há uma Lua que eternamente se oculta de mim,

em quarto-crescentes ávidos de beijos guardados.

Existo eu, no meu corpo sem ti,

Despido de mim.

Só corpo de mim.


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