27
Fev 14
publicado por Sofá Rouge, às 22:43link do post | comentar

Fechou-se o espaço na saudade de um beijo. Um não: dois. Eram dois os beijos que ficaram suspensos no ar. O meu e o teu.


publicado por Sofá Rouge, às 13:25link do post | comentar

Eras traço feito de aroma fresco e alquimia pura. Dançámos, que dançámos, em pontas de lápis vincado, a esboço de carvão negro. Gravámos, na dobra, o sabor ímpar do nosso bailado. Entalhamos o sangue ao coração, a traço negro do desassossego. E por lá ficamos, em rascunho...


publicado por Sofá Rouge, às 13:02link do post | comentar

Brilham-se-me os olhos de securas ardentes, carentes. 
Choram descansos. Sentem saudade.


publicado por Sofá Rouge, às 12:46link do post | comentar

Sabes, amor, o quanto amar-te transpira da pele que sua, na espera de saber?

Sabes o quanto foge a dor, de saber que dói - de doer muito! -, da dor de não saber?

E sabes, amor, que se toldam passos não dados, na ânsia das certezas que aguardam, fúnebres, encarquilhadas, as vozes de ti na exactidão de mim.

De nós. De nós…

Que é feito de nós?

Quantos nós, de nós, teremos (ainda) nós?

Quantos riscos de bailados traçados, nas ruas de amargura e veneno soprado, firmarão os nossos passos? Serão esboços, serão traços? Tulipas vermelhas em jarros pintados? Serão sopros, serão passos? Vermelhos rasgados nos paços, amores desfeitos em prantos, despojos em profundos lamentos, serão ensaios, serão traços?!

Que tudo sejam senão falsos!  

Serão danças em passos lestos, no infinito da fronteira, no limiar de um mundo meu?

Será meu, será nosso?

 

Que é feito de nós?

Sabes,amor?

 

 

 

 

 


publicado por Sofá Rouge, às 06:58link do post | comentar

Viraram-se os passos de costas ao tempo, na pressa que fez de ficar sem saber, na face do tempo que na espera quedou, à espera do tempo em que o tempo mudou.


21
Fev 14
publicado por Sofá Rouge, às 04:36link do post | comentar

E quando tudo é cinzento, cinzento que nem abre espaço ao branco e ao negro, e não dormes, não dormes, não fechas, nem quebras?

 


20
Fev 14
publicado por Sofá Rouge, às 07:27link do post | comentar

E amanhã, nada. Tudo ou nada. E faz frio, e faz frio. 
E amanhã? Nada.


15
Fev 14
publicado por Sofá Rouge, às 10:47link do post | comentar

Desaperta-me o peito, para que a flor do meu abraço se mostre em par ao som de um beijo teu.

 


publicado por Sofá Rouge, às 10:06link do post | comentar

Abraços de mãos são beijos suaves de cigarros mal fumados. Viciam de nicotina o peito em chamas e baforadas quentes. 
Fumam-se calmamente. 
Percorrem-nos a alma, os dedos finos e ágeis da melancolia.

 


publicado por Sofá Rouge, às 06:21link do post | comentar

É mais ou menos isto... Já basta o ruído do pensamento. 
Malditos duendes... Mastigam de boca aberta e reviram olhos de asco e mal dizer. Falam que falam e não se calam.

 


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